domingo, 12 de fevereiro de 2017

Uma cerimônia na Umbanda


Olá, pessoinhas!

Hoje, o domingo em Goiânia está uma delícia só. Aquele friozinho que reveza entre nublado e chuvoso. Já tirei meu cochilo, já fui à Feirinha do Universitário e comprei: um caldinho Franjão (frango + feijão), um pedaço de torta vegana das manas Thaís e Lígia e um pedaço imenso de torta de leite com frutas (morango, ameixa e kiwi). Cheguei em casa e: Oba! Aquela maratona no Netflix! Mas passei em frente ao computador e lembrei que tô devendo mil coisas aqui. Então, mãos à obra!

Já comentei por cima aqui, e talvez em outros textos do blog, que conheci a umbanda por causa da EM. Em abril/maio deste ano fará um ano que estou neste centro. Em agosto fará um ano que sou trabalhadora da casa.
Certa noite, estava sendo atendida por uma entidade que me perguntou se eu era casada. Eu disse que sim e expliquei. Mas acabei entendendo que ela estava perguntando se eu já tinha recebido as bençãos de Deus. Eu disse que não. Então ela me perguntou se eu não gostaria de me casar ali. Achei a ideia legal, falei que ia falar com o Tiago e ficou assim. Comentei com ele, com minha mãe... mas pra mim era algo: Uai, legal! Quando a gente tiver um tempo (e grana) a gente começa a pensar em pensar nisso. rs

Depois de um tempo, em outro atendimento, outra entidade: e aí, minha filha, como estão os preparativos pro casamento? E eu comigo: Vixi! É sério?

Resumindo: em outubro resolvemos que íamos embarcar nessa. Em novembro escolhemos a data: 28 de janeiro de 2017. Em janeiro nos casamos. Loucura, né? rs

Minha mãe assumiu completa responsabilidade por tudo. E posso dizer? Não teria saído melhor se fosse uma cerimonialista. Mas vamos de fato à Cerimônia. Depois faço outro post com decoração, comida, fornecedores, etc...

O primeiro casamento umbandista que fui, foi o meu! 😄
Dizem que cada um é diferente do outro. O meu foi assim:
O vô Benedito, entidade que fez meu casamento me pediu as seguintes coisas:

  • Azeite de mamona;
  • Sal grosso;
  • Uma lata grande de metal;
  • Uma pedra grande;
  • Vinho tinto;
  • Duas taças de vidro.
Este foi nosso altar. Pensado por minha mãe e executado pelo o noivo e os três padrinhos (Léo, Jedai e Bruno):




Os "celebrantes": Alexandre, Teófilo (que fez uma belíssima fala sobre o que é Umbanda) e João.


Para que os noivos, e demais participantes da cerimônia, entrem, os médiuns da casa fazem uma espécie de cortejo. Eles seguram Espadas de São Jorge, uma planta conhecida por trazer proteção, formando um túnel.


Médiuns da esquerda: Fátima, Deusuyta, Ivacy, Lúcia, Graça, Ana Luíza, Jordana, Izamar e Marineide.
Médiuns da direita: Vânia, Helena, Aparecida, Weverton, Fabrício, Ricardo, Luíz Arthur, Sérgio e Agnaldo.


As entradas:

👫 Padrinhos

 Mariana (amiga desde 1995) e Bruno (cunhado)



Nívia (cunhada) e Jedai (irmão)




















Micaela (fomos unidas por acaso, devido nosso amor pelos animais e outras afinidades) e Aleones (foi o segundo marido da minha mãe por mais de 10 anos e se tornou um grande amigo depois de nossa mudança para Goiânia).



















👶 O pagem

João é Fluzão desde que nasceu; filho da Suellen e do Carlos (tabém Fluzão). João ainda fará 2 aninhos e por isso decidiu que só entraria com duas condições: com seus pais e dando show! O que eu achei? Lindo! Criança não é boneco. Não é previsível. As fotos ficaram super engraçadas. E só de ver ele nessa roupinha linda, já valeu a pena. Vejam se ele não é totalmente mordível:



Na plaquinha: O amor é dela, mas o coração é do Fluzão! 

👨 O noivo, que entrou com a porta- aliança, que é a Nala 😍


Sogra, Noivo e Nala 🐾

👸👮 A mãe da noiva e o primo do noivo (meu sogro não pode vir)


Mãe e Rafael

🌹A mais linda florista que vocês respeitam



Vovó Ana! 💕💕💕

👧 As Damas

Seriam duas damas, Helena (filha da Mariana e do Wesley) e Maria Luíza (que é essa lindeza aí da foto). Heleninha ficou dodói, então MaLu entrou com o papai Luíz (Matando a mamãe Carol de amor)


Plaquinhas: Tá nervoso?
Então segura essa marimba!

👰 A noiva



Meus amores me esperando. Sou ou não sou uma mulher de sorte? 😍



Enquanto eu entrava, meu irmão tocou XO, versão do John Mayer. Quando eu achei que já íamos começar, ouço uma música conhecida. Meu pai tocou uma música que fez pra mim quando nasci, Amor de Mulher.


A espiritualidade nos orientou que a cerimônia fosse realizada sob a luz do sol. E então, deu-se início a uma belíssima celebração. Téo, como sempre, um ótimo orador. João deu passagem para o Vô Benedito. E Alexandre... sabe aquela pessoa que faz tudo silenciosamente? Humilde, discreto e eficiente. Ele está sempre a postos. Jesus tem uma fala especial sobre essas pessoas que trabalham "sem a plateia". Mas, infelizmente, não me lembro. Alexandre é esse cara. Aquele que trabalha muitas vezes nas coxias, sem os holofotes. Mas sem ele, o show não aconteceria. Aliás, eu não seria quem sou hoje se não fosse o empurrãozinhoZÃO que ele me deu. Obrigada, meu amigo!

Depois do Téo falar sobre a Umbanda, o Vô falar sobre o amor (é dele a frase "Quem ama não julga. Quem julga não ama nem a si mesmo.")...


... nós lemos nosso votos. Ele chorou um tanto e eu sorri outro tanto:


Enquanto isso, além de andar pelo gramado da cerimônia, Vô Benedito preparou nossas alianças. Nós as recebemos, as colocamos e fomos abençoados.






Depois ele pediu que viesse o vinho. Essa hora foi tensa (e agora engraçada), porque ninguém achava esse vinho. Como disse o Téo depois: todo mundo procurando o vinho, mas quando até o Alexandre perguntou onde estava o vinho, eu entrei em pânico! 😂😂

Bom, o vinho veio, foi servido nas taças e nós o tomamos. E o vô: agora quebrem as taças pra quebrar as mandingas (não foi essa palavra que ele usou, mas ele quis dizer qualquer energia negativa, etc) que possam atrapalhar vcs.



O Tiago foi o primeiro a quebrar. Eu fiquei com medinho... mas depois mandei ver! 😁







Aí estão o balde e a pedra, para quebrar as taças.

Os cacos de vidros foram corretamente embalados e jogados no lixo. Fomos orientados a guardar a pedra em um lugar onde possamos utilizá-la como apoio para acender vela, quando necessário.


Uma das maiores honras desse casamento: poder abraçá-lo! 💖


💏 Pode beijar a noiva


Madrinhas, vó e mãe jogando flores! 🌷🌸🌹🌺🌻🌼


💑 Casados e Felizes




💒 Nossa saída


(Do lado direito, a segunda mulher é a Rebeca; do lado esquerdo, o primeiro homem é o Glebston, casal lindo que me abriu as portas quando mais precisei. Uma honra tê-los também nesse dia)

E foi isso.

O melhor disso tudo foi poder celebrar o amor com pessoas cheias de amor, de felicidade, de altruísmo. Obrigada a todos.

Obrigada principalmente à Espiritualidade que encaminhou tudo. Não tenho palavras!

Ao meu Amigo e Médico Deocleciano: só de falar seu nome, sinto felicidade e amor imensuráveis. Obrigada por me ajudar a ser digna de sua presença.

Salve, Orixalá!
💗













quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Texto pré-fabricado

Uau!
Ontem foi tão corrido (o marido viajou) que não consegui "comemorar" a data de ontem. Dia 8 Dia 7 de fevereiro de 2016, foi o primeiro dia da minha primeira crise da EM.
(Acabei de abrir meu texto, e reli. Abri o calendário. Refiz as contas. FOI DIA SETE! Meu mundo caiu... rs)

Para comemorar, colocarei aqui um texto que foi escrito há um tempinho... pra ser mais exata: dia 23 de novembro de 2016.

Eu estava sentindo aquele comichão conhecido, de quando eu tenho vontade de escrever sobre algo. Aí eu começo a me perder durante os afazeres diários ou, principalmente, na hora de dormir, escrevendo mentalmente trechos de um texto que tá louco pra ganhar um papel. Sim, eu ainda prefiro escrever no papel. Mas, na maioria das vezes, a tecnologia me convence. 😀

Comecei a escrever achando que seria bem curto. Quando vi, estava imenso e eu não havia chegado a metade. Foi a primeira vez que pensei em criar o blog.

Então, aí vai meu primeiro texto. Incompleto, sincero e sem muito cuidado com "coesão e coerência".

Desculpa, mas preciso falar sobre a Esclerose Múltipla
(E não, infelizmente meu texto não será uma paródia do texto do Gregório)

Dia 7 de fevereiro de 2016, exatamente 4 meses depois de voltar a morar em Goiânia, eu passei mal. Era domingo. Passei o dia com “pressão baixa”. Isso já tinha me acontecido algumas vezes em Belém, mas era só eu passar o dia em repouso que melhorava. Neste dia, porém, não tive como repousar; o Léo estava aqui em casa montando um móvel e eu tentando ajudar. De noite eu comi um pouco, assisti a um filme (Vingadores 2) e deitei pra dormir. Contudo, toda vez que me mexia na cama, eu sentia tontura e náusea. Por volta de 4:30h da manhã, eu liguei na casa da minha mãe. Nós estávamos brigadas. Liguei no fixo com a esperança que meu irmão atendesse (dose ilusão!)... Alô? Mãe, vc pode vir me buscar e levar ao hospital? HOSPITAL? Expliquei. Ok, estou indo. Mas ao levantar para me arrumar minhas coisas e da Nala... corre pro vaso! Vou poupar vcs das vezes que vomitei aquela manhã. Minha mãe não queria me levar de imediato ao hospital. Preferiu me colocar de repouso e vigiar. No frigir dos ovos, passei mal até umas 8h. M mãe se arrumou, passamos na padaria (eu não bebi nem água) e lá vou eu para o sufoco de andar de carro. Fui deitada. Horrivel.
Passei o dia todo no soro e com uma pá de remédios intravenosos para vômitos, náuseas, tonturas... Antes disso precisei lembra a médica: vc pode pedir um BHCG, por favor? Enquanto estava no soro: negativo! Ótimo! No fim do dia, o chefe do plantão veio me ver. Isso pode ser não sei o que do vestibular, ou labirintite, ou... Procure a Pauliana. Ótima otorrino! Aqui o número dela.
Milagrosamente, ela me atendeu na quarta feira de cinzas. Sim, adoeci no carnaval! Consultas, exames, remédio... nada! Outros exames. Muda os remédios... nada!
Acupuntura, meditação, psiquiatra, psicólogo...
Por volta de um mês depois, além de não obter resultado, apresentei alguns sintomas neurológicos. Mel, o que vc acha de consultar um neurologista?...
Mel, vc já foi ao neurologista?...
Mel, acho melhor vc procurar um neurologista!
O primeiro médico da área que consegui, além de ser um neurocirurgião, era uma pessoa... sem tato? De qualquer forma; ele solicitou uma Ressonância Magnética e um tal de Potencial Evocado Visual Padrão Reverso. Fiz os exames por volta do dia 20 de março. Acho que uma semana depois peguei o resultado da ressonância. Eu vi que tinha uma alteração, mas não sabia o que era. Todo mundo se alarmou. Não sabíamos o que fazer. Afinal, o médico disse que aquela não era a área dele e que eu precisava era de um neurologista. E começamos, todos, a procurar um neurologista ou qualquer médico conhecido que possa ao menos ler o laudo aquele dia. Neurologista em Goiânia? Só particular e pra daqui um mês! Conseguimos um palpite aqui outro ali. Não sei exatamente o que é, mas não é câncer! Ufa! Por fim, a indicação de um neurologista que me acompanha até hj. Dr. Fernando. Passamos mais de 1h em seu consultório. Todos os tipos de exames clínicos possíveis. Nenhum médico ainda havia colocado a mão em mim! Então, Mel. A suspeita é de Esclerose Múltipla, mas precisamos fazer uma bateria de exames pra excluir uma infecção. Além disso, precisamos de uma punção lombar. A Esclerose é uma doença autoimune, que ataca seus neurônios. Mas olha, não precisa ficar preocupada. Hoje em dia, um paciente portador de esclerose vive uma vida normal... blá blá blá.
Eu e o marido voltamos pra casa em silêncio. Exceto por: Como vc está? Bem. E vc? Também.
Deitei no sofá. Olhamos-nos. Meu olho encheu de lágrima. O dele também. E percebemos que se um começasse a chorar, o outro também choraria. Paramos por aí.
Dez minutos depois: Oi, mãe. Tá ocupada? Não, pode falar. Como foi no médico? Foi tudo bem. Ele falou isso, isso, isso... mas vc não preocupa não. Vai ficar tudo bem. Terei uma vida normal. E ela como uma leoa: claro que vai ficar tudo bem! Faremos o possível e o impossível! A gente vai arrumar todos os tipos de tratamentos pra vc... Mais um pouquinho de conversa e... Então tá, filha. Mamãe tem que voltar a trabalhar. Fica com Deus. De noite vou aí. Beijo.

Soube que ela desligou o telefone e chorou muito. No trabalho."


O restante da história está distribuído pelos outros posts ou será distribuído nos próximos.
Depois de falar com minha mãe, meu irmão foi o próximo. Falei sobre isso aqui.
Depois fomos contando aos poucos para os familiares e amigos. E só recebemos apoio, amor e orações. 💖


Acabei de descobrir. Esse é nosso lacinho! Que gracinha. Nós temos um lacinho! 😍




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Que comecem os mexericos...

Olá!
Pior "blogueira" do mundo dando as caras... ✋

Foram tantas emoções, gente!
Estou perdidinha no que contar para vcs... decidi começar pelo casamento, claro! Mas com um tópico.. digamos que foi polêmico.

Por quê começar assim? Porque o melhor, a gente deixa por último!

Bora lá. Este é o convite do meu casamento:



Parte I



Parte II


Sim. Ele tem duas partes. E foi entregue apenas de forma digital, ou seja, pelo whatsapp mesmo.

Eu apaguei ali o local do evento, porque infelizmente é um local que eu não aconselharia de olhos fechados.
Vamos aos fatos.

Eu já disse que tudo foi organizado pela minha mãe, né? TU-DI-NHO! Ela até fez meu buquê! 💖


Esse é meu buquê. Minha mãe que fez. Lírios e astromélias vermelhos (Cobertura Fotográfica Photo Stylist @jgontijo10, foto de @alexandreferraz)

Nesses últimos 3 meses (novembro, dezembro e janeiro) a bichinha passou apurada. Para que tudo saísse perfeito. Agora imagine o desespero, estresse e surpresa quando ela chegou às 7h ao restaurante e foi recebida da seguinte forma:

Minha mãe, mais uma turma de amigos lindos, foram ao restaurante para começar a organização. Chegou no horário combinado com o Funcionário A (que por sinal, foi educado, solícito e eficiente!). Contudo, ela foi recebida pelo funcionário X. Ele logo perguntou o que era que estava acontecendo ali. E minha mãe explicou que ela era mãe da noiva do casamento que aconteceria às 18:30h, e que eles estavam lá para começar a organização. X disse que não estava sabendo de nada e que não ia deixar ninguém entrar, que o restaurante só funcionava a partir das 12h. Ele já começou num tom muito agressivo. Sério. Minha mãe disse que ele poderia ligar para A ou para B, proprietária do restaurante, para confirmar. X respondeu que ele não ia ligar pra ninguém. Que se minha mãe quisesse, ela que ligasse.
Quase aos prantos, minha mãe me ligou, pedindo que eu entrasse em contato com B, pois ela não tinha o número.
Contudo, até B chegar, X provocou cada uma das pessoas que estavam ali: empurrou meu irmão, xingou minha mãe de coisas inenarráveis, mandou dedo pra geral e constrangeu minha mãe diante dos poucos fornecedores que estavam chegando ao local.
A coisa foi tão feia, que rolou pancadaria.

Aí vcs me perguntam: mas assim, do nada?
Gente, perguntei pra todos que estavam lá na hora. Afinal, a história não fazia sentido. Como X tinha ficado louco assim? Vcs pularam alguma parte de história? Pasmem: não!

B, chegou lá e, pelo que entendi, X fez-se de ofendido e começou a chorar...
Mas o pior? B NÃO QUIS OUVIR NADA! Disse que não queria saber o que tinha acontecido, que o dia seria dali pra frente. Ok, prática! Vamos minimizar o estresse, certo? Não. Porque B passou o resto da manhã impaciente com minha mãe e as outras pessoas que estavam ali para ajudar. Tudo que havia sido combinado com A, ela questionava e só acreditava que tinha sido combinado se A fosse chamado e confirmasse.

Por causa de toda essa confusão, toda a decoração ficou atrasada. Minha mãe, que iria almoçar em casa e ficar por conta de se arrumar, precisou voltar ao restaurante. E só chegou em casa para se arrumar por volta de 16:45h!

Calma, tem mais: em NENHUM momento, qualquer funcionário se desculpou com minha mãe.

Mais? Após fechar o acordo verbal, fomos avisados que teria uma taxa de 10% para o serviço dos garçons (detalhe: quando perguntei o preço - que é por pessoa - perguntei se esse valor estava incluso o serviço. Sim, estava), mas isso não foi colocado no contrato.

Um último detalhe, que foi o que de fato me emputeceu: no valor que acertamos, não estava incluso bebida alcoólica. Inicialmente, optei por não ter. Depois resolvemos comprar um barril de chopp. Achamos um em conta e, pra quem entende, muito bom. Quero deixar muito claro:
EM NENHUM MOMENTO, NEM VERBALMENTE E NEM MESMO NO CONTRATO, FOMOS AVISADOS SOBRE NADA, NADA, NADA EM RELAÇÃO À BEBIDA. No final do evento, A disse que B cobra uma taxa quando vem bebida de fora. Minha mãe estava tão cansada que resolveu não discutir. Pagou

Ok. Deu tudo certo. O ambiente estava LINDO. O atendimento dos funcionários com meus convidados foi ÓTIMO. A comida? PERFEITA!
Mas minha mãe amanheceu doente... de tanto estresse. E,claro!, muito chateada.

Na segunda seguinte ao sábado do casamento, mandei uma mensagem para A, tentando marcar uma reunião. Entre eu, A, B e X. Juro que não era pra discutir. Eu só tinha ouvido um lado da história. Queria saber o que tinha acontecido. Queria saber porque esse rapaz não queria nos receber e porque estava tão agressivo.

Hoje faz uma semana que espero a resposta para marcarmos a reunião. Provavelmente, vão fingir que esqueceram.
Mas ficam aqui as perguntas:


  • Já me questionei mil vezes e não encontro uma justificativa plausível: por que tinha um funcionário que não sabia do evento? Especialmente, porque no restaurante tem uma parede, onde escrevem BEM GRANDE os eventos do mês.
  • A foi um funcionário impecável, mas por que ele ou B não estavam nos esperando no sábado às 7h?
  • Por que B tratou minha mãe com impaciência o tempo todo, como se ela tivesse desrespeitando as regras estabelecidas pelo restaurante?
  • Não concordo com o famoso "o cliente tem sempre razão", mas no dia do evento para qual seu espaço foi contratado, especialmente se for um casamento, o cliente merece ser mega bem atendido e não passar por nenhum estresse. Não seria o caso de ter uma equipe especializada ou uma pessoa por conta disso?
  • Por que X continuou trabalhando no espaço antes e durante o evento?
  • Por que ninguém não nos deu uma explicação para o ocorrido?
  • Por que não querem marcar uma reunião?

Enfim... apesar disso, saiu tudo perfeito. A minha chateação maior foi por dois motivos:
  1. Desde de que sigo o Instagram do restaurante, eu ficava imaginando como seria, se um dia eu me casasse...
  2. O principal, vc pode imaginar o que é ter uma pessoa xingando sua mãe de tudo quento é coisa? Uma pessoa que a gente não conhece e não sabe porque fez isso...
Enfim, no centro, o Vô que celebrou meu casamento (sim, foi na umbanda! 💓) aconselhou que eu deixasse pra lá. Mas... 💔

E pra não dizer que estou mentindo sobre a parte boa, olhem algumas fotos! 😍
(Cobertura Fotográfica Photo Stylist Juliana Gontijo)

Ah, antes das fotos: vejam como a espiritualidade é sábia e evoluída: o Vô não só pediu para que eu deixasse pra lá. Ele gostou muito do lugar. Pediu para que eu acendesse uma vela em agradecimento ao local e aos trabalhadores.
Vô, desculpa... sua filha ainda tem muito que caminhar. Tive que contar o ocorrido. 

















































































quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Noiva, porem esclerosada!

Quando eu fui "semi-diagnosticada" (rs), algo muito interessante começou a acontecer.
As pessoas me perguntavam o que eu tinha, porque estava andando daquele jeito (ou não andando) e faziam aquela cara de dó misturada com espanto.
Eu respondia: Ainda não temos certeza, parece ser algo neurológico. Provavelmente esclerose múltipla...
PÁH!
Gente, as pessoas me olhavam como se a qualquer momento eu fosse cair ali, na frente delas, morta, durinha! 😂
E isso acabou tornando-se uma piada interna, especialmente entre eu e minha mãe. As pessoas perguntavam e a gente já começava a segurar o riso. 😶

Por essa e outras experiências, um dos intuitos desse Blog é mostrar que uma pessoa esclerosada pode ter uma vida normal (acreditem, a minha falta de "normalidade" não é por causa da EM 😏)!
No começo, eu até achei que ia trazer um monte de informações, pesquisas, etc... mas mais do que isso, quero me divertir e divertir as pessoas enquanto eu fizer esse diário.

De qualquer forma, vou indicar um blog mó legal, da Maria Thereza. Uma esclerosada, que faz o tratamento com a Vitamina D, cursa medicina e é super antenada. O blog é o Tratamento Alternativo.

Então voltemos à "normalidade" do meu diário:
Eu já comentei por aqui que vou me casar, né? E eu estou doida para falar sobre!!! 😵
Até agora fui uma noiva contida. Falei pouco de casamento, não me estressei e não estressei ninguém, mas... FALTAM 3 DIAS!!!!!
Eu continuo relax, mas agora que os preparativos estão mais concretos, EU QUERO CONTAR E MOSTRAR TUDO PARA TODO MUNDO! 😍
Bora lá!

O vestido da noiva:
CLARO QUE NÃO VOU MOSTRAR PRA NINGUÉM. Até porque, o noivo acompanha o blog e ele é que não pode ver mesmo!
Mas direi o seguinte: ESTÁ BABADEIRO!
Não será branco, tem a renda mais linda do mundo e um estilo boho.

O sapato da noiva:
Eu vou me casar de tênis. PÁH!
Vcs podem imaginar o quanto eu ouvi por causa disso, né? Mas sim, é tênis!
Comprei um bem bonitinho da Usthemp (entrem no site que eles têm um trem mais lindo que o outro):


Perceberam aí o "bonitinho", né? Pois é... numa votação com a família, a maioria escolheu esse aí de cima. Eu me convenci. Até que ele chegou por correio e não achei babadeiro o suficiente. O que eu fiz? Entrei em contato com a loja e eles foram MARA. Trocarei pelo modelo que estou apaixonada há tempos, com estampa de westie. E comprei um que achei por acaso, BARATÉSIMO, BABADEIRO E MINHA CARA. Mas só mostro depois do casório.

Acessórios da noiva:
Vou usar umas coisas bem legais, mas não posso mostrar nem dar dica. Vou mostrar só a inspiração que usei para encomendar minha guirlanda. Quem fez foi a Rose, do Bricô Reprô.


O cabelo da noiva:
Já tem uns 10 anos que faço luzes. Comecei bem pouquinho... e já fui loiríssima! Mas, quem faz luzes sabe que dificilmente fica sempre do mesmo jeito. Também é difícil achar O cabeleireiro. Nessa, eu fui mudando de profissional, de ideia, de corte... Finalmente achei um lugar onde consegui restabelecer o meu loiro, do jeito que gosto. Como ainda estava com tinta, não está exatamente como eu quero, Mas olha... amei! Fiz no Luxie Beauty Spa & Barber, pelas mãos de Glória e Danny.


O topo de bolo:
Também não vou mostrar o nosso, mas vou mostrar um parecido. Meus noivinhos foram feitos pela Uiara, do Felizes Para Sempre Topo de Bolo.


As lembrancinhas:
O noivo é apaixonado por plantas, especialmente cactos e suculentas. Então, as lembrancinhas não poderiam deixar de ser...


Acessórios do noivo:
Só sei disso aqui ó


E por enquanto é isso!
Na semana que vem, quero mostrar e contar mais. 

Bom restinho de semana pra vcs.
Bom casamento pra mim! 💗







domingo, 15 de janeiro de 2017

Se chorei ou se sorri, o importante é que eu tive um monte de gente para segurar a outra ponta do lençol!

Oi, esclerosadinhos do meu Brasil!

Antes de começar esse post, queria deixar bem claro o seguinte:
REMÉDIO É COISA SÉRIA!
Gente, essa história de automedicação é coisa de gente burra! Como que alguém, em sã consciência, pode se medicar SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA sabendo que está ingerindo uma mini bomba química???
Então, o que eu disser aqui NÃO É PARA PRA SER REPETIDO!!!!
PRESTENÇÃO!



Não sei se já comentei aqui, mas inicialmente nós achávamos que eu estava com labirintite. Então comecei um tratamento para tal problema de saúde. Usei diversos remédios, como Betina (dicloridrato de betaistina) e Vetizine D (mesilato de di-hidroergocristina + dicloridrato de flunarizina).
Antes desses dois, tomei outros dois remédios, mas não lembro quais. Como não surtiu efeito, mudamos para esses. Eu até cheguei a tomar Rivotril... Nenhum surtiu efeito. Além disso, eu comecei a apresentar alguns sintomas neurológicos, como uma surdez súbita, chegando a perder 80% da audição do ouvido esquerdo. 
Então iniciamos o Betaserc  (dicloridrato de betaistina) associado ao corticoide. No auge da dosagem de corticoide, eu tomei 80mg por dia, aproximadamente por 5 meses... Aqui eu falei um pouco sobre a importância e a ação dos corticoide em doenças autoimunes.

Ah, nesse meio tempo, devido à minha ansiedade e ao meu pavor de médico, hospital e exames, iniciei o tratamento com uma psiquiatra (OMG! Ela trata com psiquiatra 😲). O primeiro remédio que tomei, e continuo tomando, foi o Exodus (oxalato de escitalopram). Ao longo do último ano fiz reajustes nas doses do Exodus e associação a outros remédios, como Alprazolam (não tenho aqui comigo o composto ativo de todos os remédios) e o Donaren (cloridrato de trazodona). Ambos para ajudar a dormir. 
A ansiedade do casamento, às vezes me deixa sem dormir. E é uma ansiedade boa, sabe? Uma expectativa deliciosa! Olha só como as alterações no âmbito psicológico afetam diretamente (positiva ou negativamente) nosso sistema imunológico. Não só pelo fato de ficar sem dormir. Mas o 'estresse', seja bom ou ruim, descarrega hormônios e outras substâncias no nosso organismo.

E uma pequena observação sobre psiquiatras e psicólogos: GENTE, VAMOS PARAR DE PRECONCEITO? Quem faz tratamento com esses profissionais não são loucos, descontrolados e descompensados, ok? Bora pesquisar antes de derramar besteira por aí! 😉

Por que eu estou falando sobre isso?
Bom, o tratamento da EM não é feito apenas com o remédio da EM. Ele é um tratamento "complexo" e "multifocal" (se é que essas são as melhores palavras).

Desde o início do diagnóstico, eu faço o tratamento convencional: uso o Betainterferona 1A, 22𝛍g/0,5mL, injetável, 3x na semana. Faço às segundas, quartas e sextas.
O meu médico me adivertiu que as injeções poderiam ter efeitos colaterais: dores no corpo, cansaço, indisposição... mais ou menos sintomas de gripe. Eu eu me achei a última bolacha do pacote do Olimpo quando eu não senti nadica de nada nas noites de injeção. Até que meu corticoide foi suspendido! 💩

Comecei sentindo dores nas pernas. Aquela mesma dor que as mulheres sentem quando estão no período menstrual. Uma dor que parece ser nos ossos... Tomei Advil, mas não fez nem cócegas. Conversei com meu médico, que receitou Gabapentina. Tomei por alguns meses, o que me ajudou muito com as dores.
Tenho até um episódio engraçado com esse remédio:
Se tem uma coisa que não faço nessa vida é ler bula de remédio. Gente, pra quê? Eu vou ter todos os efeitos colaterais que estiveram lá. Mas o Tiago? O MARIDO DIFERENTÃO? Esse mala não só lê, como fica me falando tudo!😬
Aí, eu tinha ACABADO DE ENGOLIR o remédio, e ele: "não suspender o uso abruptamente, pois pode levar o paciente a convulsões."
GENTE! G-E-N-T-E!
Eu tinha acabado de engolir o remédio pela primeira vez! Vcs conseguem imaginar? Meu único pensamento: Deus, me manda um vômito super potente nesse segundo! 🙏🙏🙏

Concomitantemente, eu sempre fiz o uso de dois "remedinhos": a vitamina D e o ômega 6.
  • A vitamina D age na manutenção do tecido ósseo, influencia consideravelmente o sistema imunológico, que é onde entram os tratamentos experimentais (e aparentemente bem sucedidos) para doenças autoimunes (vou ainda falar com mais detalhes sobre os tratamentos alternativos). Sua carência pode favorecer o aparecimento de mais de 15 tipos de câncer. Ela também protege o coração, ajuda na prevenção de diabetes e aumenta as chances de uma gravidez segura e saudável.
  • O ômega 6 é importante componente das membranas celulares e precursor de importantes substâncias no organismo, como algumas envolvidas na manutenção da pressão arterial e na resposta inflamatória.

De uns tempos para cá, as noites de injeção me trouxeram de volta a enxaqueca. Iniciei o Sumax (Succinato de sumatriptana), para fortes dores de cabeça. Mas não é um tratamento preventivo.
Fiz também uma Polissonografia, aquele exame que vc dorme na clínica. 
Resultado: mais de 80% do meu sono é no estágio 2, ou seja, eu fico pouco tempo no sono profundo, por isso não descanso. Com esse exame mais o exame clínico vimos que tenho bruxismo, especialmente durante o dia. Assim, terei que marcar dentista, colocar aquele aparelho para "evitar" o bruxismo, iniciar outros medicamentos, etc.

Também fiz tratamento homeopático, psicoterapia com psicóloga, acupuntura, auriculoterapia, fisioterapia e atualmente faço um tratamento com um iridologista (quem vai dar uma entrevista aqui no blog! 😎).

Nooooossa, mas e esse tanto de remédio? Como seu corpo está aguentando? Bom, no início o meu fígado ficou super sobrecarregado. Mas fomos monitorando, alterando algumas coisas... e cá estou eu!

E claro, eu fiz meus tratamentos espirituais, energéticos, etc...

E por quê esse post sem nexo, sem ordem cronológica e chato?

Porque a EM, assim como tantos problemas na vida, não se trata de uma coisa só. Pessoalmente, acredito que tudo na vida é preciso ser olhado pelo lado material e pelo lado espiritual (ou energético, seja lá como queiram chamar).
Além disso, todo (grande pu pequeno) problema é como colocar um lençol de elástico que está um pouco pequeno para o colchão. Vc puxa de um lado, solta do outro. Às vezes, a solução não é esticar demais. A solução é jeitinho, paciência, técnica. Às vezes tem um lado do colchão que tá torto, E então, o problema não está no seu lençol e sim no danado do colchão. E vc vai sofrer por causa do problema no colchão se seu lençol tá perfeitinho? Mas o que muitas vezes a gente não vê e que é a melhor solução: vc precisa de alguém para segurar uma ponta do lençol enquanto vc puxa a outra! 😉








quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Instituto Araguaia, a melhor escola que Goiânia já teve!

Eu: ei, sábado o pessoal que estudei da primeira à quarta série vai se encontrar. Quer ir?
Marido: primeira à quarta série? Como é que vcs ainda são amigos?
Eu: uai, foi a melhor escola de Goiânia!

Bendita internet! 😁

De um ano pra cá, a turma citada aí em cima, conseguiu se reunir no WhatsApp e, finalmente, sábado passado, 08/01 conseguimos marcar e ir em um encontro.
G-E-N-T-E! Eu não sei descrever a minha felicidade!
Nós marcamos em no OutBack do Flamboyant. Começamos às 17h e o trem foi até quase 1h da manhã. Beleza que eu paguei quase 20 reais de estacionamento... MAS VALEU DEMAIS!

Nunca mais tínhamos nos visto, desde 1998, quando saímos de lá. Mas foi como se a gente se encontrasse sempre. Uma sintonia! Tanta risada, histórias, piadas, comida... saí de la renovada!

E o melhor foi que todo mundo AMOU!!!
Já está todo mundo grande, formado, trabalhando, tem gente casado, tem gente com filho... 😍

Mini-história daqueles que foram:

  • Rosane: a grandona. Ela era a mais alta e, me parecia, bem tímida. Chegou no encontro abalando com os braços tatuados. Ela tem uma filhota linda de 8 anos, a Isabela, é casada com o Thiago e dona da floricultura SÓ VOCÊ.
  • Raquel: a aluna boa de português. A gente já foi mega mIgUxAs 😂 Já fui muito na casa dela... era super engraçada. muito tímida e tinha a melhor risada. Chegou no encontro com o bofe à tira colo e é advogada.
  • Ana Carla: a menina que era brother. Pulava elástico como ninguém! Jogava futebol com os meninos e me fazia inveja pela genteboísse. També chegou no encontro com o bofe e o cunhado. Hoje ela é servidora pública do Tribunal de Justiça do estado,
  • Juliana: a garota modelo. Criativa, bonita, descolada, querida pelos professores, disputada pelos meninos e invejada pelas meninas. Hoje a Ju é casada, designer de interiores e dona da própria empresa, Juliana Durando, onde cria trabalhos belíssimos.
  • Fernando: o forasteiro. Vc pode imaginar o que é ter 9 anos e ter um amigo que nasceu nos Estados Unidos??? É de cair o olho da cara!!! Sempre educadíssimo e simpático. Já sentou atrás de mim e aguentava mil perguntas sobre como era ser "estrangeiro". Hoje o Fernando é psicólogo e especialista em constelações.
  • Raphael Marinho: o peste. Pensa num menino custoso... 😄 E quando a gente descobriu que o nome dele é com PH, ficávamos chamando-o de RAPAEL. Ridículo, eu sei... hahahaha! Ele era fofinho, mas agora virou fitnesse é representante comercial.
  • Antônio: o amigo secreto. Antônio era custoso também e também já sentou atrás de mim. Vivíamos alternando entre ser mIgUxOs e inimigos. Uma vez ele saiu comigo num amigo secreto que não deu certo e o coitado já tinha comprado meu presente (uma lapiseira pentel. Eu tinha perdido a que o meu pai me deu e estava correndo o risco de ser expulsa de casa! 😂). Mas a professora deu um jeito dele sair comigo novamente. Antônio levou a namorada, linda é gente fina. Ele é médico, já passou em 2 concursos do estado e ficou em segundo lugar na prova de Residência.
  • Layla: a garota que descolava as roupas e sapatos da mãe pra gente brincar. SIM, verdade! Hahahaha... Layla era tímida só no começo. Depois caía na brincadeira. Ela morava perto da minha casa e tínhamos a ousadia de sair pelo setor com um batom AZUL! 😳
  • Bárbara: a memina que ganhou uma irmã quando já éramos "gente grande". Bárbara também já foi mó mIgUxA. A gente ia pro clube juntas, ELA TINHA UMA BANHEIRA NO BANHEIRO DA CASA DELA! 😮, também morava perto e fazia parte da turma do batim azul. Ela faz aniversário no mesmo dia que minha mãe. Hoje Babi é advogada e crossfiteira!
  • Rebeca: a terrível. Pensa numa menina custosa, engraçada e brava. Rebequinha! Ela chegou um tanto tarde... mas continua brava e engraçada. Rs Hoje a Rebeca a da Polícia, Federal eu acho.


Olhem as fotos:


Rosane, Raquel, Ana Carla, Juliana, Fernando, Raphael, Antônio, Layla, Eu e Bárbara



Só as meninas: Raquel, Ana Carla, Layla, Eu, Bárbara, Juliana e Rosane



MELHOR TURMA! 💕



Os últimos a sair: Eu, Rebeca, Beto (marido da Ju), Ju, Arianne (namorada do Antônio) e Antônio


Os últimos a sair: Antônio, Rebeca, Beto, Ju, Arianne e Eu

domingo, 1 de janeiro de 2017

Coisas que aprendi em 2016


FELIZ ANO NOVO, meu povo!
Que neste ano possamos compreender melhor o significado de amar e ser amado. Que não nos falta saúde e paz.

Minha virada foi em casa. Eu, o marido, a Nala e o Jon Snow ficamos em casa, comendo, dormindo e assistindo Netflix. Fala aí se tem jeito melhor... ✌

Bom, este texto era para ter sido escrito nessa semana que passou; mas eu sou libriana e gosto do lema: não deixe para amanhã o que vc pode fazer semana que vem.

Acho que a maioria das pessoas não gostaram de 2016. 
Realmente foi um ano complicado. Para quem acredita em astrologia, espia este texto que explica tanta "coisa ruim" nesse ano:

"Segundo a tradição astrológica, cuja origem se perde no tempo, um determinado astro governa por um período de 36 anos. Isto significa que de 36 em 36 anos vivemos sob a dinâmica de um planeta ou estrela e suas características irão imprimir seu tom por todo aquele período.
Desde 1981 estamos sob o domínio do Sol
[...]
Esse período tem seu término em 2016.
[...]
Todos os finais de ciclo veem acompanhados de perdas e renúncias"

Quem quiser ler na íntegra, clique aqui.

Pessoalmente, eu gostei muito de 2016. Foi um ano de muitos aprendizados. E eu gostaria de compartilhar alguns deles aqui com vcs. Bora lá?

1. O meu maior aprendizado deste ano foi: VER O LADO POSITIVO DAS COISAS. Não foi uma coisa pensada: já que tá tudo fodido, deixa eu ver o lado positivo. Não. Simplesmente aconteceu. Eu tinha duas opções: levar numa boa ou sofrer. Por que fazer de algo ruim, algo ainda pior? Não é simples. Mas é! Entendem? E eu dou todo o crédito dessa minha "positividade" a Deus e a espiritualidade maior.

2. Falando em Deus, aprendi a ter fé. Sempre tive religião. Mas FÉ, fé mesmo, foi a primeira vez. Sendo assim, aprendi a rezar, a esperar em Deus. Eu achava essa expressão um balela de fanáticos. Mas esperar em Deus significa esperar o resultado de suas orações. Sem sofrer por ansiedade. Deus sabe o que eu quero. Sabe se eu mereço o que eu quero. Sabe se o que eu quero deve ou não acontecer. E quando acontecer. 

3.  A Umbanda é uma religião Belíssima. É PAZ E AMOR. E o sentimento de superioridade que eu carregava enquanto Kardecista era, no mínimo, feio e ignorante.

4. Respeitar e conhecer minha mediunidade. Toda habilidade (prefiro desconstruir a ideia de que mediunidade é um dom) que temos, deve ser conhecida a fundo, aperfeiçoada e voltada para o bem.

5. Doenças autoimunes era um assunto desconhecido. Só ouvia isso em HOUSE. 😃 Agora já sei o que são e conheço um tanto bom da EM (tem sempre mais coisas pra gente saber).

6. Esperar. Esperar, Esperar.

7. Pedir. Pedir com humildade. Todo mundo, em algum momento, precisa de alguém. Não há mal nenhum em pedir ajuda. Veja bem, não é pedir um favor. É pedir ajuda, o que é bem diferente.

8. Existem muitas formas de amizades. muitas formas de ser amada, muitas formas de ser lembrada. Várias pessoas me ajudaram. Com orações, com palavras de incentivo, com perguntas, palpites, convites... muitas dessas pessoas não são presentes na minha vida. Não me fizeram visitas, não ligaram, não são próximas nem íntimas. Mas todas elas fizeram um pouquinho por mim.

9. Não há problema em dizer: eu sou doente; eu tenho uma doença. Não é feio contar minha história. Faço e continuarei fazendo isso. Mas não fiz disso meu calvário eterno. Usei minha história como algo transformador, para mim e para quem quiser me ouvir.

10. Gratidão. (Antes eu gostaria de abrir um parêntese: gente, parem de usar essa palavra em vão. SÉRIO! Gratidão é um sentimento belíssimo. É um estado de espírito. É UM SUBSTANTIVO!!!) Voltando: aprendi a ser grata por tudo que me acontece. Já dizia aquela frase famosa: o que não me mata. me fortalece.

11. Meu corpo é sagrado e só pertence a mim . Nele, refletem-se todos os meus sentimentos. Inclusive a mágoa, a raiva, a ingratidão, a baixa autoestima, etc, etc, etc...

12. MEDITAR!!! JURO. Quase que eu não acredito em mim. Pra quem era mega ultra power ansiosa, isso é um milagre!

13. A oração é um santo remédio. 

14. O silêncio é outro. 

15. Os problemas da minha família não são meus problemas.

16. Não sofrer por antecedência.

17. Remédios psiquiátricos são são o fim do mundo. Aliás, psiquiatra não é pra quem é louco. Muitas vezes é pra gente não ficar louco. 😉 

18. Desde a crise da EM, não sou mais capaz de fazer muitas coisas. Talvez não serei mais... E TENHO QUE CONVIVER COM ISSO. Simples assim. Sem choro, nem vela, nem drama, nem lamentações...

19. Não existe nenhum apoio e amor maior que o da família. Eu posso falar isso de cadeira. Já odiei cada membro da minha família. Nossa família é nossa escola nesse mundo terreno.

20. Eu posso controlar minha alimentação. Sério: sou uma viciada em comida. Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas já estou caminhando.

21. Eu já desconfiava, mas este ano tive certeza: momentos difíceis sempre trazem pessoas e situações MARAVILHOSAS pra perto da gente. Ou seja, a sorte é uma pessoa caridosa. 😳 

22. PERDÃO. Não é desculpar, é perdoar. Perdoar quem te ofendeu, quem te machucou, quem vc ACHA que te fez mal, quem realmente te fez mal. Perdoar aquele que vc jurou por tudo na vida que não iria perdoar. E, mais importante e mais difícil, perdoar a si mesmo.

Bom, aí aproveitei para pedir palpite para outras pessoas.
O que vcs acham que foi a maior lição que aprendi esse ano?

Marido: a arte da convivência. (Ele não é um fofo?😍 )
Mãe: rever as coisas e as pessoas com um olhar ais amoroso.


Enfim. Em 2016, meu saldo, é que fui feliz! 😁



Foto que eu amo da fotógrafa Juliana Gontijo