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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

PORRADA! PORRADA! PORRADA!



26 de outubro de 2002, sábado.

Eu lembro bem da data, pois estava me arrumando para a festa diferentona de 15 anos da minha amiga.
Saí do meu quarto, com minha blusa nova, azul bebê, mangas compridas e esvoaçantes, como era moda na época; passei pela sala, onde minha mãe estava sentada no sofá com um cara que tinha acabado de chegar; sem dar um piu ou um olhar de relance pra ninguém, e fui pra cozinha pegar algo. Provavelmente água.
Na volta
- Minha filha, cumprimenta o Léo.
- Boa noite, Leonardo (naquela cara de cool que só um adolescente sabe fazer).
- O nome dele é Aleones...
- Boa noite, seja qual for o seu nome.
E saí para o meu quarto numa mix de sensações: vergonha, "ai, que mico!", ódio, revolta, superioridade, etc.
Nos conhecemos nesse dia.

Não sei quanto tempo depois, minha mãe e o tal Léo começaram a namorar. 


Mãe e Léo


Mais um tempinho e ele foi morar com a gente e, não sei como, ficamos amiguinhos. Altos papos!
Mas eles se mudaram para um bairro mó afastado porque minha vó viria morar no ap que morávamos, que por sinal é dela. Fiquei no meu cantinho, não 'redei pé e morei com minha vó.

Minha vó, como boa fazendeira, não aguentou o pique da capital e voltou pro interior. Lá vai eu morar com minha mãe e o Léo.
E aí  foi embora o boi com a corda. 🐂
Eu lembro exatamente como foi nossa primeira briga. Mas não convém contar aqui.
Ficamos dias sem nos falar! Minha mãe não notou. Até que eu mesma contei pra ela.

Eu vou dar um super resumida!!
Porque não convém expor todas as feiuras que fizemos e não teria espaço aqui...
Pensa num povo treteiro!! 😠
Daí em diante foram brigas, silêncios, afrontas, desrespeito, ofensas... e beirou, mas não chegamos lá, a pancadaria.

O relacionamento dos dois passou por idas e vindas. Antes e depois de eu me mudar para Belém, em 2011. Nessa época eu já o odiava menos. E quando eu digo odiar - e eu não me orgulho disso! - era ódio M E S M O.
Eu vinha visitar minha mãe e nunca sabia se os dois estavam juntos ou, como ela dizia, se era só amizade. Só sei que eu faltava ter uma síncope quando chegava na casa dela e ele estava lá ou ia visitá-la. "Porra! Que amizade o quê? Não acabou?"; "O que esse cara tanto faz aqui?". Nessa época eu oscilava entre ter raiva e ter antipatia.

Setembro de 2015.
Eu me mudei para Goiânia. As coisas entre nós já estavam bem mais civilizadas. Tínhamos ensaiados momentos de tréguas e até de genuína amizade.
E eu precisava de um faz-tudo. 😳
Móveis para montar, vazamento pela janela em época de chuva, prateleiras para instalar, etc, etc, etc.
O Léo sempre foi um excelente faz-tudo. E começamos a ensaiar mais uma vez uma boa relação. E era boa. Mas era fria.
Afinal, pensa num povo do coração bão! 😄

7 de fevereiro de 2016, domingo.
Passei todo o dia com "pressão baixa"; mal estar, tontura, falta de ar. Ele esteve aqui para montar um móvel que eu tinha comprado. Fiz companhia, conversamos, servi lanche. Ele terminou e foi embora. Eu fiquei, passando mal. Eu não disse nada, dias assim não eram incomuns. Mas eu não sabia que este seria o início do meu primeiro, e único, surto.

Ah! Minha mãe arrumou um namorado em algum momento do primeiro semestre. 😁


Marcus Vinícius e mãe

Com o passar das semanas, os sintomas pioraram e ainda não tínhamos um diagnóstico.
Foi então, que o Léo, num gesto de amizade, dentre tantos outros, ligou para minha mãe para saber como eu estava e como ela estava com tudo isso. E ele se ofereceu para me fazer uma visita. Se não estou enganada, a suspeita tinha acabado de surgir e ela estava com receio de eu ficar "sozinha" (o marido estava comigo).

E a visita foi tão legal. Ele foi tão amável, positivo, parceiro! 💖

Bom, daí foi só ladeira acima!

Em agosto, minha mãe fez a festa de aniversário dela. E agora pirem: EX e ATUAL se uniram para fazer uma festa linda!



No começo foi torta de climão, sim! Mas ali na festa as coisas já foram entrando no eixo.
E com o tempo, tudo foi ficando natural. E hoje eles são miguxos!
Isso sim é evolução, né, gente? 😇

Ele continuou ajudando em todas as "obras" da casa. Quando decidimos fazer o casamento, ele foi membro desde o primeiro "comitê" formado para planejamento! 😂


Eu, mãe, Léo e Tiago na primeira reunião para planejar o casamento, já no local que faríamos a celebração


E quando fomos escolher três padrinhos e três madrinhas, eu falei para o marido: Por que a gente não chama o Léo? Ele tem sido tão presente nesta nova fase da nossa vida. Aliás desde a mudança, etc.
E ele gostou da ideia!

E olha como ele e meu irmão aproveitaram todos os momentos para fazer piadas e matar a gente de rir.


Provando as roupas para a cerimônia

O Léo fez de T U D O um pouco.
Só para vcs terem ideia, espiem!


Estão vendo esse altar lindo, com essas cortinas e tudo mais? Foi planejado e montado pelo Léo


E esse portal lindo? Ele montou!


Trabalho braçal, emocional, fraternal.
Teria melhor escolha para padrinho? Não!


Ele entrou e saiu com a Micaela, sempre sorrindo. O sorriso e a risada dele, eu tenho que confessar, sempre me agradou



Me deu os abraços mais sinceros


E também cumprimentou o marido com muita alegria


E pra mim, pra nós, foi muito importante casar sob as bençãos dele. Dos três: Léo, Bruno (cunhado) e Jedai (irmão). Agora? Pirem: eu ate peço bença... rs

Mas o passo mais importante dessa nossa nova relação, foi quando eu estava lá em Madri: às vezes a gente se falava pelo whatsapp. Trocávamos experiências, novidades, conselhos. 


Blogayriane


E um dia, sem muito porque, eu falei. Muito. Tudo. Tudo que eu vinha me sentindo mal desde o meu surto. Talvez desde um tempinho antes. Pedi desculpas. E quando ele me perdoou, eu me perdoei também. 

Bom, eu errei muito. Ele também. Nós erramos. Mas não importa mais quem começou. Não importa mais o que passou.

E este ano, já começamos com muitos planos para mexer com a vida de todos juntos!


Léo, Vinícius, Tiago, mãe e eu 
(Faltou a Gabi, mina do Léo)


E eu gosto tanto dessa história, que resolvi compartilhá-la com vcs.
Espero que também gostem e que esta história inspire outras.
💕


Obrigada, Padrinho! 😘
(Léo e a Mulambyane que existe em mim)

















quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Minhas tatuagens

Alô, pessoinhas!

Meu primeiro post neste blog foi falando de tattoo, lembram?
Eu contei aqui que duas de minhas seis tatuagens impulsionaram a criação d'O Diário.
Ainda não leu? Corre lá. É bem o primeirinho texto!
Clica aqui pra ler.

Depois dessas duas tattoos, eu já fiz mais duas. E até postei umas coisinhas delas lá no Insta do Blog.
Mas eu pensei: por que não fazer um post falando sobre isso?

Pois bem, cá estou!

Primeiro:
"Mas meu Deeeeus! Vc tem seis tatuagens? Precisa disso, menina?" - no maior estilo Vó Ana.
Eu tenho seis e ainda faltam muitas! 😁

Meu primeiro contato real com tatuagem foi em 2002, quando minha mãe resolveu fazer a sua primeira, uma orquídea.


Sim, minha mãe é cocota e vcs não sabem o quanto eu passei raiva na minha adolescência! 😅


Eu fiquei mó empolgada. Eu tinha 15 anos.
- Moço, eu também quero fazer uma.
- Você é menor de idade.
- Ela - apontei pra minha mãe que confirmou com a cabeça -  deixa.
- Mas eu não tatuo menor de idade.

MELHOOOR COISA QUE ESSE CARA PODERIA TER FEITO POR MIM!

Por quê?
Gente, cêis já notaram que eu sou super cabeça aberta, né? Mas hoje eu vejo que, com 15 anos, eu não estava apta NEM para decidir uma roupa decente para mim.
Além do mais, depois de um tempo -  não sei quando, nem como - eu tomei "nojinho" de tatuagem. Pode uma coisa dessas?

Depois de mais um tempo, eu deixei o nojinho e me concentrei nas dúvidas: Eu quero fazer? Pra quê? Por quê? Fazer o quê? E se eu enjoar? Faria onde? E quando eu ficar velhinha, vai enrugar?

Até que em 2011, eu pensei, ainda indecisa, que eu deveria fazer. Foi um ano cheio de mudanças, eu já não era mais a mesma. Por que não fazer uma?
Mas ainda ficava: Fazer o quê? E se eu enjoar? Faria onde? E quando eu ficar velhinha, vai enrugar?

Aí aconteceu uma coisa interessante. Num festival de rock, em Belém, onde eu morava, passou uma moça com uma tatuagem no braço. E essa tattoo super me chamou atenção. Começava próximo ao cotovelo. Um bonequinho tocando um violino, se não me engano, e subiam notinhas de música pelo braço. Eu fiquei vidrada naquele desenho. Eu queria aquelas notinhas all over the body! 😂
Mas guardei a ideia. Fiquei ali, revivendo aquele desenho, ainda sem coragem.

Em novembro deste mesmo ano, fui fazer uma viagem de campo com alguns colegas de laboratório e lá conheci a Vivian, que já tinha algumas tattoos. E conversamos sobre. Meu maior medo era sobre ficar velhinha. "Vou ter que esticar a pele para meus netos verem o desenho?". E prontamente a Vivian disse: mas quando vc for avó, todos os avós terão tatuagem também!

GEN-TE-DO-CÉU!

Cumékeu nunca pensei nisso?
A decisão de fazer minha primeira tatuagem nasceu ali, naquele barco, no meio do Rio Tocantis, após semanas sem contato com muita gente, inclusive a família.


Luciana Oliveira, Ângelo Dourado, Eu, Vivian Trevine e Josehan Frota
Prontos para, literalmente, entrar em campo e coletar uns bichinhos!🐍🐸

Pois bem, em dezembro, voltei para casa da minha mãe, em Goiânia, para passar o Natal. Já com a ideia concretizada. Eu faria as notinhas. Como? Sozinhas? Onde? A finalização da ideia foi se dando em Goiânia, aos poucos. Dia 2 de janeiro, assim que virou o ano, eu fui ao mesmo estúdio que minha mãe havia tatuado há anos atrás e marquei para o dia seguinte. Dia 3 de janeiro de 2012 eu fiz minha primeira tattoo! 😍

  • Primeira Tattoo - 3 de janeiro de 2012: notinhas musicais
Tatuei no estúdio do Emerson Ferreira, mas não foi feita pelo Emerson. Não me lembro o nome do cara que fez. Então vou por a foto dele:



Eu encontrei a referência para esse desenho na internet. Claro que fiz essas notinhas porque eu adorei o desenho que vi no festival, mas toda a minha família: eu, meu irmão, minha mãe e meu pai (especialmente meu pai e irmão), somo envolvidos com música. Tocamos, cantamos e não sei bem explicar, mas a nossa vida é movida por e com música. Somos aficionados. 
Cada fase da minha vida foi e é marcada por uma ou várias músicas. 
Tanto é que, quando cheguei em casa, tivemos a ideia de nós três (meu pai não, porque ele e minha mãe são separados e ele não gosta de tatuagem) de fazermos todos uma "tatuagem de família"!
Foi muito massa e ficou tudo lindo! O tempo que passamos ali juntos, brincando, reclamando da dor  própria e fazendo piada com a dor alheia foi muito especial! 💛💗💚
Estas são as tatuagens do meu irmão e da minha mãe, respectivamente:


Esse é o Toddy, Toddynho para os íntimos

Por anos eu fiquei mó felizona. Recebi altos elogios (ui!). 
Eu achava, e as pessoas comentavam, que nem parecia uma tatuagem! Pareciam pintinhas com formas! Ficou tão natural, tão chuchuzinho que eu morri de amor e prometi a mim mesma que nunca faria outra. Porque nenhuma ficaria assim, tão natural e fofínea. 😍
  • Segunda Tattoo - 21 de julho de 2015: tulipa
Bom, aqui eu não vou dizer nem quem fez, nem onde foi feita. Por quê?
Porque eu não gostei do resultado.
Seguinte:
No final do primeiro semestre de 2015 eu, que já estava namorando uma tatuagenzinha bem bonitinha de uma tulipa, resolvi que queria fazer uma tulipinha também. É a minha flor preferida! 🌹 E na referência ela estava tão delicada. Com traços tão fininhos. Estava linda! 😍
Eu ainda morava em Belém, mas viria passar o mês de julho em Goiânia, então procurei um(a) tatuador(a) daqui. Acho que um dos meus erros foi não procurar referências com outras pessoas. Só vi o Instagram do profissional. E acreditem: é muito diferente!
Ainda em Belém, marquei para o final do mês de julho e mostrei a referência. Falei que queria umas mudanças assim e assado. Até então, como sabem, eu sou havia feito uma. Mas essa história de vc ir ao estúdio, procurar numa pasta cheia de desenhos e escolher aquele que vc quer, já não está com nada. É comum que o tatuador te mostre ao menos um esboço. Nem que seja na hora que vc chegar lá para tatuar! Pois bem: cheguei lá e não tinha nada preparado. Ficamos buscando por referências no Google imagens, numa TV no meio da recepção.
Como uma boa libriana, eu estava morrendo de dúvida e fui facilmente convencida por duas ou três opções que ganharam a galera e, consequentemente, a mim. Quer ganhar um libriano? É só a plateia dizer que é bonito, que gostou... 😳


Essa foto não mostra os detalhes, mas eu que convivo o tempo todo com ele, sei dizer a vcs cada pedacinho que não me agrada. Vou contar aqui alguns critérios que me fazem ficar muito chateada:
- Não sei se é a qualidade da tinta, mas o preto está deixando de ser pretinho.
- A tinta ficou meio "alta" na pele, sabe?
- Os traços são grosseiros e tortos. Em algumas linhas é possível notar espessuras diferentes. No mesmo traço!
- Alguns traços ficaram tão grosseiros que se juntam.

Enfim, "história da minha vida".
Já saí do estúdio pensando em me arrepender. 
Passei mais de ano pensando em maneiras de cobrir ou modificar o desenho. Até que eu me convenci com o argumento de algumas pessoas, inclusive de uma tatuadora famosa daqui em Gyn: essa tatuagem faz parte de quem vc foi.
Então é isso: assumi minha tulipinha e, apesar de não me orgulhar dela, não tenho mais vergonha.
Fica aí a lição pra geral. 😏

👉 Botem reparo a partir de aqui que: quatro das seis tatuagens eu fiz depois do diagnóstico.
E tem problema? Sei não, mas acho que não.
Por que eu acho que não?

Motivo 1: logo depois de terminar a quinta tattoo, eu tinha horário marcado com o neuro. Quando ele viu o plástico perguntou: 
- O que isso?
- Tatuagem nova!
- Pensei que fosse queimadura...

Motivo 2:
Quando fiz essas tatuagens, as tatuadoras estavam cientes sobre a EM e não fizeram nenhuma objeção. 
  • Terceira e quarta Tattoos - 23 de novembro de 2016: a Nala e uma frase da oração de São Francisco de Assis
Essas obras de arte foram feitas pela Lays Alencar. 
Não preciso falar muito sobre ela porque o nome já fala por si só sobre todo o seu talento e competência.

A primeira tatuagem feita foi a Nala. Por que vc tatuou sua cachorra?
A Nala mudou minha vida. Ela chegou para aplacar minhas dores, para me ajudar a lidar com o pânico noturno, para me acompanhar nas sonecas, para me dar amor sem pedir nada em troca (mentira que essa aí não pode ver comida!) e para me mostrar o quanto eu sou capaz de amar. Com o tempo, ela até me despertou o olhar para o vegetarianismo. Mas esta longa história está no primeiro post do blog e também neste aqui. 



A segunda tatuagem foi a primeira frase da oração de São Francisco de Assis: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.".
Por quê?
Pela EM, claro! 
A EM me mudou, me trouxe autoconhecimento, me fez enxergar que eu poderia ser para os outros, tudo aquilo que muitos foram para mim quando eu precisei: um instrumento da paz de Deus.
Quer saber detalhes dessa história? Volto a dizer: está lá no primeiro post do Blog.


  • Quinta Tattoo - 1 de novembro de 2017: Hogwarts
Antes de viajar para Madri eu já sabia que ia querer uma tatuagem para essa viagem! 😇
Mas mesmo depois da viagem, eu ainda não sabia o que tatuar.
Quando cheguei, pensei em tatuar uma coisinha do Harry Potter, por causa da minha viagem para Londres, onde fui para o estúdio onde foi filmado o filme. Eu falei detalhadamente dessa viagem aqui. 
Achei uma referência super bacana e estava pronta para tatuar. Minha referência era parecida com esta da foto abaixo. Mas no lugar da vassoura, era a Varinha das Varinhas (entendedores, entenderão).


Mas aí veio uma super ideia: e seu eu fizer uma tatuagem de cada lugar que eu estive duarnte essa viagem??? 😵
Eu sou uma genia! 😎


Eu sei que está parecendo que eu fiz no joelho ou que minha perna dobra pro lado contrário, mas não. A tatuagem está na batata da perna esquerda

Essa tatuagem foi feita no estúdio Harumi, pela tatuadora mó lindinha e competente: Caiuri.


  • Sexta Tattoo - 25 de novembro de 2017: Big Ben
Quando eu penso que a próxima vai demorar, estou eu, lá de boa na lagoa, fuçando o Insta da Caiuri e vejo que ela fez uns flashes para a Black Friday de lugares turísticos. E adivinha quem estava lá, todo pimpão?


ELE! 💖

E aí que minhas pernas, atrás, agora são mais ou menos assim:


Bom, é isso!
Eu tenho seis tatuagens, mas eu sou uma pessoa do bem, viu gente? 😆
Eu fiz quase todas sem nenhum arrependimento. Aprendi com aquela que me fez arrepender e estou aqui: feliz, com a autoestima na melhor classificação e pronta para aS próximaS.

Ah, sobre meu pai não gostar?
Na primeira tatuagem, a das notinhas, quando eu postei no Facebook, ele comentou: que lástima!
Eu apaguei. Ele comentou novamente. Eu apaguei e fui ao privado falar com ele. 
Eu disse que aquele perfil era pessoal; Não um lugar para desavenças familiares. Que eu entendia que ele não gostasse, mas eu já era maior de idade, já tinha feito minha escolha e, aliás, eu nem tinha feito um desenho escandaloso. Que na próxima vez, quando ele quisesse falar alguma coisa nesse teor pra mim, ele poderia falar no privado. Ou pessoalmente.

Ficamos por isso mesmo. Ele, antes, fazia questão de reclamar a falar mal de tatuagem. Mas recentemente, quando eu fui pedir/implorar para fazer uma tatuagem de parzinho comigo, ele respondeu que não gostava. Que poderíamos ter outras memórias juntos. Que não queria ter uma marca na pele e etc.. e disse, em algum momento, que, hoje em dia, ele não iria mais dizer pra eu não fazer, que ele respeitava minha decisão, mas que não queria fazer nele.
Só quem conhece meu pai sabe o quanto isso é uma evolução! 😊













domingo, 1 de janeiro de 2017

Coisas que aprendi em 2016


FELIZ ANO NOVO, meu povo!
Que neste ano possamos compreender melhor o significado de amar e ser amado. Que não nos falta saúde e paz.

Minha virada foi em casa. Eu, o marido, a Nala e o Jon Snow ficamos em casa, comendo, dormindo e assistindo Netflix. Fala aí se tem jeito melhor... ✌

Bom, este texto era para ter sido escrito nessa semana que passou; mas eu sou libriana e gosto do lema: não deixe para amanhã o que vc pode fazer semana que vem.

Acho que a maioria das pessoas não gostaram de 2016. 
Realmente foi um ano complicado. Para quem acredita em astrologia, espia este texto que explica tanta "coisa ruim" nesse ano:

"Segundo a tradição astrológica, cuja origem se perde no tempo, um determinado astro governa por um período de 36 anos. Isto significa que de 36 em 36 anos vivemos sob a dinâmica de um planeta ou estrela e suas características irão imprimir seu tom por todo aquele período.
Desde 1981 estamos sob o domínio do Sol
[...]
Esse período tem seu término em 2016.
[...]
Todos os finais de ciclo veem acompanhados de perdas e renúncias"

Quem quiser ler na íntegra, clique aqui.

Pessoalmente, eu gostei muito de 2016. Foi um ano de muitos aprendizados. E eu gostaria de compartilhar alguns deles aqui com vcs. Bora lá?

1. O meu maior aprendizado deste ano foi: VER O LADO POSITIVO DAS COISAS. Não foi uma coisa pensada: já que tá tudo fodido, deixa eu ver o lado positivo. Não. Simplesmente aconteceu. Eu tinha duas opções: levar numa boa ou sofrer. Por que fazer de algo ruim, algo ainda pior? Não é simples. Mas é! Entendem? E eu dou todo o crédito dessa minha "positividade" a Deus e a espiritualidade maior.

2. Falando em Deus, aprendi a ter fé. Sempre tive religião. Mas FÉ, fé mesmo, foi a primeira vez. Sendo assim, aprendi a rezar, a esperar em Deus. Eu achava essa expressão um balela de fanáticos. Mas esperar em Deus significa esperar o resultado de suas orações. Sem sofrer por ansiedade. Deus sabe o que eu quero. Sabe se eu mereço o que eu quero. Sabe se o que eu quero deve ou não acontecer. E quando acontecer. 

3.  A Umbanda é uma religião Belíssima. É PAZ E AMOR. E o sentimento de superioridade que eu carregava enquanto Kardecista era, no mínimo, feio e ignorante.

4. Respeitar e conhecer minha mediunidade. Toda habilidade (prefiro desconstruir a ideia de que mediunidade é um dom) que temos, deve ser conhecida a fundo, aperfeiçoada e voltada para o bem.

5. Doenças autoimunes era um assunto desconhecido. Só ouvia isso em HOUSE. 😃 Agora já sei o que são e conheço um tanto bom da EM (tem sempre mais coisas pra gente saber).

6. Esperar. Esperar, Esperar.

7. Pedir. Pedir com humildade. Todo mundo, em algum momento, precisa de alguém. Não há mal nenhum em pedir ajuda. Veja bem, não é pedir um favor. É pedir ajuda, o que é bem diferente.

8. Existem muitas formas de amizades. muitas formas de ser amada, muitas formas de ser lembrada. Várias pessoas me ajudaram. Com orações, com palavras de incentivo, com perguntas, palpites, convites... muitas dessas pessoas não são presentes na minha vida. Não me fizeram visitas, não ligaram, não são próximas nem íntimas. Mas todas elas fizeram um pouquinho por mim.

9. Não há problema em dizer: eu sou doente; eu tenho uma doença. Não é feio contar minha história. Faço e continuarei fazendo isso. Mas não fiz disso meu calvário eterno. Usei minha história como algo transformador, para mim e para quem quiser me ouvir.

10. Gratidão. (Antes eu gostaria de abrir um parêntese: gente, parem de usar essa palavra em vão. SÉRIO! Gratidão é um sentimento belíssimo. É um estado de espírito. É UM SUBSTANTIVO!!!) Voltando: aprendi a ser grata por tudo que me acontece. Já dizia aquela frase famosa: o que não me mata. me fortalece.

11. Meu corpo é sagrado e só pertence a mim . Nele, refletem-se todos os meus sentimentos. Inclusive a mágoa, a raiva, a ingratidão, a baixa autoestima, etc, etc, etc...

12. MEDITAR!!! JURO. Quase que eu não acredito em mim. Pra quem era mega ultra power ansiosa, isso é um milagre!

13. A oração é um santo remédio. 

14. O silêncio é outro. 

15. Os problemas da minha família não são meus problemas.

16. Não sofrer por antecedência.

17. Remédios psiquiátricos são são o fim do mundo. Aliás, psiquiatra não é pra quem é louco. Muitas vezes é pra gente não ficar louco. 😉 

18. Desde a crise da EM, não sou mais capaz de fazer muitas coisas. Talvez não serei mais... E TENHO QUE CONVIVER COM ISSO. Simples assim. Sem choro, nem vela, nem drama, nem lamentações...

19. Não existe nenhum apoio e amor maior que o da família. Eu posso falar isso de cadeira. Já odiei cada membro da minha família. Nossa família é nossa escola nesse mundo terreno.

20. Eu posso controlar minha alimentação. Sério: sou uma viciada em comida. Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas já estou caminhando.

21. Eu já desconfiava, mas este ano tive certeza: momentos difíceis sempre trazem pessoas e situações MARAVILHOSAS pra perto da gente. Ou seja, a sorte é uma pessoa caridosa. 😳 

22. PERDÃO. Não é desculpar, é perdoar. Perdoar quem te ofendeu, quem te machucou, quem vc ACHA que te fez mal, quem realmente te fez mal. Perdoar aquele que vc jurou por tudo na vida que não iria perdoar. E, mais importante e mais difícil, perdoar a si mesmo.

Bom, aí aproveitei para pedir palpite para outras pessoas.
O que vcs acham que foi a maior lição que aprendi esse ano?

Marido: a arte da convivência. (Ele não é um fofo?😍 )
Mãe: rever as coisas e as pessoas com um olhar ais amoroso.


Enfim. Em 2016, meu saldo, é que fui feliz! 😁



Foto que eu amo da fotógrafa Juliana Gontijo