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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sua História no Diário De Uma Esclerosada por Ana Laura de Souza Carneiro

Geeeeeenteemmmm!

Eu sei que não sou uma blogueira exemplar, mas ultimamente estou de parabéns... 😳

Mas ó, é como eu já falei aqui e tenho repetido no Instagram @odiariodeumaesclero: eu ainda estou entrando no clima... Cêis vai me perdoando, que eu vou me alinhando. 😊

E hoje eu estou trazendo para vcs o Sua História no Diário De Uma Esclerosada, que foi enviado pela Ana Laura. Olha que atenciosa, que caprichosa e que história.

Eu gostaria de dizer a todos que passaram e que passarão aqui no Diário que é uma honra ser portadora da história de vcs. Que é uma honra que vcs me confiem essa saga que é a própria redescoberta. Que é uma honra ser irmã de batalha de todos vcs! 💕

Sem mais delongas, senhoras e senhores, com vcs: Ana Laura!


 "10/02/2015: O início de uma nova fase na minha vida – Fase Montanha Russa
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   Em outubro de 2013 começaram as dores, uma dor forte que andava me incomodando logo no final da coluna. Marquei meu primeiro ortopedista e se iniciou minha saga, chegando ao médico expliquei a dor e logo sai com pedidos de raios-X, fui direto ao meu convênio e fiz os exames, marquei o retorno que demorou uns 30 dias. Nesses dias eu sentia dor nas costas e um choque que ao abaixar a cabeça percorria da nuca até meu pé. No dia da consulta ele viu meus exames e eu lhe disse que estava sentindo choques de dor e ele apenas disse que nos exames não havia nada e que devia ser falta de exercícios, sai de lá com dor e com um pedido de RPG (Reeducação Postural Global).
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   Para a minha surpresa RPG não constava no rol de procedimentos que o convênio aceitava cobrir, e fiquei por alguns meses assim: com dores e sem nenhuma saída.
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   Decidir marcar outro médico, ele viu meus exames e solicitou uma ressonância na coluna, fiz e o levei, mas nada havia, saí com mais pedidos de fisioterapia, 60 sessões e nada se resolvia.
​
   Com as dores na coluna e o choque persistindo, comecei a andar tropeçando como se a perna não respondesse, fui perdendo movimento da perna e do braço, enquanto os formigamentos aumentavam. Tive que marcar outro ortopedista, e o mesmo olhou os exames e disse que eu deveria tomar uma fórmula, tomei por 20 dias como se tivesse tomando tictac, e os sintomas persistindo, piorando meus movimentos. Cheguei a marcar outro ortopedista em outra cidade ele viu todos meus exames e me disse que estava tudo normal, além de soltar esta frase: “Você precisa parar com isso e voltar a trabalhar” como se o meu problema fosse esse.
​
   Passado o desaforo anterior, marquei então outro, que se interessou pelo meu caso, dizendo que ficar tanto tempo com dores e sem melhoras não era nem um pouco comum. Solicitou-me mais exames, os mesmos estavam normais e recebi um encaminhamento para um neurologista, pois já fugia de sua área de atuação.


   Foi então que marquei meu primeiro neurologista. Levei todos meus exames e ele me pediu pra me levantar, ir até a porta e voltar. Quando reparou em minha situação me questionou porque estava andando mancando e expliquei tudo à ele, que solicitou uma ressonância de crânio e o líquor, pois ele estava desconfiando de Esclerose Múltipla.


   Estava eu novamente na máquina: duas horas passaram dentro de uma sala fria, sozinha, com todos aqueles barulhos e meu nervosismo com o contraste; o liquido entrou queimando, me dando espasmos enquanto levava bronca pra ficar quieta... Passado os dias o convênio autorizou meu líquor e lá fui pro centro cirúrgico, outro lugar nada agradável, algumas horas se passaram e então pude repousar em casa.

Com todos os exames em mãos, aguardando o retorno, meus sintomas pioraram. Com medo resolvi ir atrás de outro médico e achei um especialista em Esclerose em outra cidade, na sala perguntou-me o que estava acontecendo:
   - Dr. faz dois anos que estou atrás da resposta. - disse-lhe.
   - Ele hoje você sairá daqui com a resposta.

Naquele dia sai com a resposta e mil dúvidas, pois naquele 10 de fevereiro de 2015 fui diagnosticada com Esclerose Múltipla.

Sou Ana Laura, tenho 32 anos e num piscar de olhos tudo muda, tudo se transforma, um dia de cada vez, lutas diárias, medos, frustrações, mutações. Saber lidar com o novo não e fácil.
Sou sobrevivente de uma guerra, e a única arma que utilizo é meu sorriso, minha força de lutar, e sempre sendo grata a ele que tudo pode.

Na dor é que obtive meu crescimento..."



Imagem enviada pela querida Ana Laura



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sua História no Diário De Uma Esclerosada por Aleksander Cattoni Costa

Oi, Pessoinhas! Tudo bem?

Espero que todos tenham começado a semana com o pé direito. 
Aqui, sempre que possível, começamos a semana com A Sua História no Diário. E hoje, nosso "convidado" é o Aleksander. Ele tem 28 anos, é de BH, Minas Gerais e tem EM há 2 anos e pouquinho.

Respeitável público, com vocês, Aleksander!




"Meu nome é Aleksander Cattoni Costa, tenho 28 anos, solteiro, residente em Belo Horizonte – MG e fui diagnosticado em 15 de julho de 2015. No começo, mais precisamente nos seis primeiros meses a partir do diagnostico tive muita dificuldade em aceitar a doença, perdi muito peso e confesso que quase entrei em depressão. Porém no início de 2016 me animei novamente, tomei a decisão de que sou muito mais forte do que a EM, voltei para a academia e aos poucos fui recuperando meu peso e minha vontade de viver! Meu medicamento é o Rebif, o utilizo 3x por semana como injeção subcutânea. No começo sentia dores no corpo e febre, mas hoje em dia não sinto uma reação sequer do remédio e minhas lesões estão estagnadas sem nenhuma nova ou ativa. Minha família e amigos demoraram um pouco para entender e aceitar que eu era  o “Esclerosado” da família, mas hoje todos me apoiam e entendem o que é ter essa “amiga” todos os dias com você, principalmente minha noiva,. Essa sim me apoiou desde o início e me encoraja a seguir os meus sonhos.
Acredito que muito do meu tratamento estar sendo bem sucedido hoje vem da minha força de vontade, da minha fé e dos exercícios físicos que desde que acetei a EM voltei a me dedicar. Graças a Deus não tenho nenhuma sequela. Tive apenas um surto esse todo tempo, quando eu ainda nem tinha começado o tratamento. Vivo uma vida normal. Às vezes com um pouco de fadiga mas nada que me atrapalhe de seguir a minha rotina. Mesmo com todas as dificuldades eu vejo que a EM me fez mais forte e querendo ou não temos que ter força para seguir essa vida. Afinal de contas ainda sou jovem, tenho muita coisa pra viver ainda e a EM NUNCA vai me parar!!"

sábado, 9 de setembro de 2017

A Novela do Anticoncepcional

Olá, pessoas!

Bom, voltei e voltei para reclamar! 😂

Eu já havia falado aqui com vcs sobre o anticoncepcional. né?


Pois bem! Resumindo: eu uso anticoncepcional desde fevereiro de 2005, se não me engano. Comecei com a pílula Yasmin. Depois passei para o YAZ. Nos últimos 2 ou 3 anos comecei a usar o Nuvaring, que é um anel de silicone inserido na vagina (Não, não incomoda nadica de nada!). Quando eu tive a primeira crise, estava sem usar o Nuvaring, por motivos de: marido ficaria longe por uns 3 meses... Mas depois que eu entrei na crise, e mesmo depois de sair dela, eu não menstruava mais! Foram 8 meses sem ter sinal da danada da menstruação. Pode parecer bom. E foi... só que também não foi. Então fui ao médico, que não queria me liberar para usar o hormônio. Beleza... mas não aguentei. Um mês depois voltei lá e falei: quero esse hormônio NOW! E pronto: liberado!

Aí é que começa minha história...

Voltei com o Nuvaring em fevereiro desse ano. O que significa que a primeira menstruação que tive após retornar com o hormônio, aconteceu quando eu ainda estava no Brasil. Mas vou dizer uma coisa: não lembro de nada nadica de como foi. 😟

Mas desde que eu cheguei aqui, meu período da menstruação tem sido um calvário!

Para contextualizar: eu sempre tive TPM, dores nos seios, nas pernas... cólicas??? Moooooço do Céu. Quando comecei a tomar hormônio, por volta dos meus 17 anos, eu estava todo mês no postinho de saúde por motivos de: buscopan na veia!
Ah! Eu tenho um histórico médico de SOP, Síndrome do Ovário Policístico, o que, entre outras coisas, piora os sintomas citados acima.

Certo, voltemos ao meu calvário...

Cada menstruação que eu tive aqui foi carregada de dor. Literalmente.
Dor nas pernas, nos seios, mas sobretudo, dor nas costas e enxaqueca!
Sabe aquela dor de cabeça que dói quando vc encosta a cabeça no travesseiro, que te faz vomitar? Eu tenho enxaqueca há anos e nunca senti nada como tenho sentido ultimamente!!!

Quando eu vim para Madri, trouxe 6 caixas de Nuvaring.
Para quem não sabe, ele deve ser mantido refrigerado, e, na bula, diz que depois que o remédio sai da farmácia deve ser consumido em 30 dias. Bem, obviamente não é o que está acontecendo aqui. Afinal, apesar de eu ser bem cuidadosa com meus medicamentos que precisam ficar na geladeira, o Rebif (BetaInterferona), também precisa, me parece que quase seis meses não são páreo para o meu cuidado. Ao menos no que diz respeito ao Nuvaring.


O último anel que eu coloquei, 8 de agosto, me deixou com a sensação que minha menstruação poderia descer uma hora ou outra: cólicas, seios doloridos, dor nas pernas, intestino desregulado, dores nas costas e de cabeça... quase que o tempo todo.

Então eu pensei: Quer saber? Que se exploda! Eu estou aqui me Fu@$%& com essa medicação, que não está funcionando e ainda faz de mim uma bomba relógio pronta para estourar. Vou parar de usar!

Então, terça agora, 5 de setembro, eu tirei meu último Nuvaring da vida! Não uso mais essa titica de galinha! E tenho dito!

Oremos para que eu não mude mais uma vez de ideia! 😆

Então, manas e minas, mulheres e meninas, eu abro aqui um espaço para conversarmos sobre esse assunto.
  • Tem dúvidas?
  • É médica(o) e pode responder dúvidas?
  • Quer divulgar uma pesquisa, um texto, seu ponto de vista?
  • Quer dar palpite de contraceptivo?
  • Quer dar palpite que enlouqueci de vez? 😅

Mande email para duarteoliveiramel@gmail.com, ou fale nos comentários, ou na página do Facebook ou no perfil do Instagram.
Aqui vale quase tudo. Só não vale falta de amor! 💗

Ah! Uma outra coisa que também contou muito nessa decisão: eu perdi o medo de ser mãe! Eu tinha pavor e, portanto, não queria nem de baixo de bala... Mas isso mudou nessa viagem. Só que essa é uma história para outro post.
Então, se por acaso acontecer um "acidente", eu não ficarei apavorada. Mas por enquanto, preciso esperar um pouco para não abarrotar minha família de bebês. A família já está crescendo!!! 😍
Mas esta também é uma história para um próximo post. 😉

















quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Esclerose Múltipla, uma enfermidade de brancos e mulheres

Oi, people!

Hoje eu venho com um texto informativo.

Estava estudando sobre a EM, para divulgar algumas curiosidades no Agosto Laranja, o mês de conscientização nacional, no Brasil, sobre a Esclerose Múltipla.
E eu achei coisas tão interessantes que pensei cá comigo: isso é mais que uma curiosidade. Isso e informação!

Você sabia que muitas pessoas nunca ouviram falar da EM?
Você sabia que muitas pessoas têm pré-conceitos sobre a EM?
Você sabia que muitas pessoas não sabem a diferença entre Esclerose Múltipla (EM) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?
Você sabia que muitos pacientes levam anos até conseguir um diagnóstico correto, sendo possível levar tempo para descobrir a EM ou ter um falso diagnóstico de EM?
Você sabia que falta de informação pode matar?

Então, mãos à obra!

Resultado de imagem para mãos a obra

Países ricos, de clima frio e população predominantemente branca



A média global de portadores de EM é de 33 casos por 100 mil habitantes (Vejam que doença rara eu tenho! 😎). O índice é maior em países do hemisfério norte, como EUA (135/100 mil habitantes), Canadá (291/100 mil habitantes), San Marino (250/100 mil habitantes) e Dinamarca (227/100 mil habitantes). Os EUA lideram no número absoluto de casos diagnosticados: 400 mil. O Brasil, ao lado do México, ocupa a 60ª posição do ranking, com 15 registros por 100 mil.


Isso acontece porque quanto mais longe um país se encontra da Linha do Equador, menor a incidência do sol, que estimula a produção da vitamina D. Os baixos níveis desta vitamina, estão relacionado com o desregulamento do sistema imunológico. Sacaram? Então espiem o fluxograma:


O neurologista americano Charles Poser levantou uma hipótese para explicar o predomínio entre os brancos: a patologia seria resultado de uma série de mutações genéticas ocorridas durante o primeiro milênio na Escandinávia e disseminadas pela Europa por meio das invasões vikings.
Assim, os Países que apresentam menor população de brancos, também apresentam taxas baixas da doença. Negros, índios e mestiços são menos suscetíveis onde há grande miscigenação
Nos EUA, por exemplo, a doença é mais prevalente no Norte do que no Sul, com uma proporção de 110-140 contra 57-78 casos por 100 mil. Neste caso, a diferença de latitude entre as regiões não é a única explicação. A concentração de negros e latinos na costa oeste, no delta do Mississippi e na fronteira com o México (Texas e Flórida) também explica essa diferença de proporções.
Na América Latina, ocorre o mesmo nos países que receberam mais imigrantes europeus: Argentina (25,6), Uruguai (21) e Brasil (15) (Olha nós ai... 😅) Já os países que mantiveram maior relevância nativa na composição demográfica apresentam taxas pequenas: Bolívia (1,5), Peru (3,8) e Equador (5,05). Na Hungria, um dos países mais acometidos pela esclerose, os ciganos são a parcela da população mais protegida.
Assim, a descendência europeia ajuda a entender os índices mais elevados no Brasil: Sudeste (17-18/100 mil) e, sobretudo, no Sul (26/100 mil), que recebeu grande fluxo de italianos e alemães no século 19.
A maior prevalência já registrada no Brasil foi no município de Santa Maria (RS), 27,2/100 mil. Contudo, a medição é municipal e feita em poucas cidades. Portanto, o resultado varia de acordo com o levantamento.
Lineu Werneck, neurologista do Hospital de Clínicas do Paraná, ressalva que o perfil racial no Sul mudou nas últimas décadas. Nesta região, atualmente, 77% da população se identifica como branca e os índices de esclerose ali são muito inferiores aos de seus ascendentes europeus.
Segundo Lineu, em sociedades como a brasileira, etnicamente heterogêneas, é difícil medir em termos percentuais a herança genética europeia, indígena e africana na parcela da população que se autodeclara parda. "A esclerose é multifatorial. A predisposição genética existe, mas é só um fator. Há vários outros que precisam ser concomitantes para a doença se manifestar."
Apesar de não haver estatísticas em todos os Estados, Marco Aurélio Lana-Peixoto, coordenador do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla, estima que o índice no Norte é de 4-5/100 mil e no Centro-Oeste, 10-13/100 mil. E Lúcia Brito, chefe do departamento de neurologia do Hospital da Restauração, no Recife, diz que no Nordeste a doença atinge de 8 a 10 pessoas para cada 100 mil.

Fatores ambientais


A ciência busca explicações para a esclerose múltipla no ambiente desde os anos 80. Estudos estatísticos apontam que o excesso de sal (Putz! 😰) e tabagismo aceleram a progressão da doença. Os migrações intercontinentais antes da puberdade (Ufa!😅) também parecem influenciar, fazendo com que o jovem assuma o risco do país para o qual migrou.
Na Noruega, uma pesquisa mostrou que imigrantes, vindos do Irã e do Paquistão, permaneciam com o baixo risco dos seus locais de origem. Todavia, seus filhos, nascidos no novo lar, apresentaram o mesmo "risco" que as demais crianças norueguesas, indicando a interferência de algum fator ambiental.
Muitos pacientes mostraram-se positivos para o Epstein-Barr¹, vírus que modifica o DNA das células, facilitando o processo inflamatório. Embora o vírus seja comum em quem não possui a doença (80% da população mundial já o contraiu), Dagoberto Callegaro, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, afirma que a diferença não é desprezível.
O cientista britânico David Strachan, autor da "hipótese da higiene", sustenta que o parasita tricuríase², comum em países subdesenvolvidos devido às condições sanitárias, pode inibir a esclerose. Segundo Strachan, certas infecções na infância reduzem o risco de doenças autoimunes porque desafiam o sistema imunológico, preparando-o para futuras anomalias. Em outras palavras, o "excesso de limpeza" tem efeitos prejudiciais (Me faltaram vermes???? 😱). Os defensores da teoria argumentam, por exemplo, que brincar na rua com os pés descalços, hábito ligado à condição climática, torna as crianças mais resistentes pelo contato com bactérias essenciais ao organismo.

As mulheres


A doença afeta as mulheres desproporcionalmente, que chegam a ter três vezes mais chances de desenvolver a Esclerose Múltipla que os homens, sendo diagnosticadas com mais frequência entre os vinte e trinta anos.

Assim como a causa da Esclerose Múltipla ainda não é efetivamente conhecida, também não são conhecidos os motivos da desproporção de ocorrência entre homens e mulheres. Entretanto, a maioria dos estudos apontam que diferenças genéticas e hormonais seriam as responsáveis.

Apesar da desproporcionalidade, a Havard Medical School (HMS) relata que as mulheres não costumam experimentar sintomas mais severos da Esclerose Múltipla que os homens. Contudo, existem questões específicas que preocupam as mulheres portadoras da doença, quais sejam:

  • EM e o ciclo menstrual
  • EM e contracepção
  • EM e menopausa
  • EM, gravidez e parto

Temas para os próximos capítulos...
E aí? Gostaram?
Eu não vou prolongar ainda mais, mas eu tinha altas teorias próprias para explicar essa história da diferença climática... 😁
Bom, é sempre bom saber um pouquinho mais sobre as coisas, né?
♛♛♛

1. O vírus de Epstein-Barr (VEB), também chamado de Herpesvírus humano 4 (HHV-4), é um vírus da família herpes, e é um dos vírus mais comuns em seres humanos. É mais conhecido como o agente causador da mononucleose infecciosa (doença do beijo). A mononucleose infecciosa ou febre glandular é a principal apresentação clínica do VEB, definida pela tríade febre, faringite e linfadenopatia cervical, em conjunto com o aumento de linfócitos atípicos na circulação. A transmissão normalmente ocorre pela saliva (E eu estou aqui tendo mil lembranças da infância e adolescência... Será?)


Sabe aquelas inflamações de garganta que fazem "placas de pus" nas amídalas?
Pois é! Também são obras desse danadinho! E eu tive isso aos montes...

2. Tricuríase ou Tricuriose é uma verminose intestinal causada pelo verme fusiforme (nematoda) Trichuris trichiura. A transmissão é fecal-oral, ou seja, o verme libera os ovos junto com as fezes que contaminam o ambiente e são consumidos por pessoas e animais. É muito comum em locais sem tratamento adequado de água e esgoto, mas a maioria dos casos não tem sintomas e passa desapercebido. Infecta humanos, cachorros, gatos e outros mamíferos. Devido ao fato do T. trichiura viver em ambientes com características semelhantes aos do parasito Ascaris lumbricoides, é muito comum a co-infecção por ambos nematódeos. O T. trichiura é um verme morfologicamente parecido com o A. lumbricoides, porém, ele é bem menor, medindo, cerca de 4 cm contra os habituais 30 cm do áscaris.







Referências:

http://temas.folha.uol.com.br/esclerose-multipla/
http://www.doencadobeijo.com/virus-de-epstein-barr
https://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADrus_Epstein-Barr
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tricur%C3%ADase
https://www.emparaleigos.com/single-post/2015/03/08/A-MULHER-E-A-ESCLEROSE-M%C3%9ALTIPLA-Dia-Internacional-das-Mulheres







sexta-feira, 21 de abril de 2017

Meu primeiro passeio sozinha

Oi, gente!

Nesta terça, dia 19, saí pela primeira vez sozinha em Madri. O Tiago começou a trabalhar no Museu e eu é que não vou ficar em casa, né?
Então saímos juntos, cada um pegou seu rumo e lá fui eu! ✌

Tenho que admitir que estava um pouquinho ansiosa, com aquele friozinho na barriga e isso me dá uma tremedeira... 😂
É que com a EM, as emoções e sentimentos se manifestam um tantinho mais forte. E um dos principais sintomas é o tremor. Mas não foi nada de mais. Desci na estação (fui de metrô) e fui para a Biblioteca Nacional da Espanha.

GEN-TE! Que lugar!!! 😍

Para começar, olhem a arquitetura externa:





Portão de entrada


Fechada da entrada principal

E para mim, que sou amante de livros, foi sensacional! Eu não consegui tirar muitas fotos porque esqueci de levar minha máquina, os livros expostos estavam dentro de caixas de vidro e muitas vezes acima da minha cabeça... Então eu não alcançava. Rs
Bom, vamos às fotos!

Livros escritos em diferentes línguas:





Os livros diferentões:





As diferentes maneiras de passar uma mensagem:





Os especiais:


Diário de Leonardo Da Vinci, que escrevia ao contrário, da direita para a esquerda. Um das especulações é que ele fazia isso para evitar cópias.


Papiro


Livro em Braile e a primeira máquina que escrevia em Braile


Essas foram algumas fotos das coisas legais que vi. Tinham outras coisas que não eram exatamente livros, mas isso foi o que mais me encantou.

Também fiz uma visita guiada pela biblioteca. E além da história e da beleza do lugar, uma coisa que me deixou muito empolgada, foi ter entendido quase tudo que a guia nos falou (em espanhol)!

E no final dessa visita, um cara percebeu que eu era brasileira. E adivinha? Ele também é. E fomos dar um passeio pela cidade. Foi bem legal!

Andamos muito!! O que me deixou um pouco cansada. Assim, acabei desenvolvendo uma "técnica": passo um dia fora, com muitos passeios e visitas, e um dia em casa, com repouso, livros, blog e Netflix.

Fomos ao Parque Del Retiro. Eu já tinha ido, mas não resisto à essa beleza:



E pra fechar este dia com chave de ouros, quando estava procurando uma estação de metrô para voltar para casa, passei em frente a uma beleza arquitetônica! É muito engraçado... vc está lá, no meio da cidade, aquele tanto de coisa moderna e do nada: páh!


Puerta de Alcala

Então, foi isso...
Vim com tudo, Madri. Me aguente!


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Uma viagem esclerosada

Agora vamos falar da parte esclerosística da viagem...

Para viajar, É CLARO, precisei me preocupar com minha saúde e consequentemente, meus remédios.
Vou resumir o que foi preciso.

Para levar minhas injeções precisei mostrar no J. Barbosa (órgão onde pego o remédio) as passagens para que liberassem uma quantidade maior. Então, permitiram que eu trouxesse injeções para 4 meses. Em julho, minha mãe irá até lá para renovar o processo (procedimento realizado a cada 3 meses) e pegará para mais 3 meses. Ela enviará por um SEDEX, devidamente refrigerado e embalado.

O meu neurologista preparou para mim um relatório médico e a receita.
Minha psiquiatra fez o mesmo, assim como meu ginecologista.
Portanto, estou abastecida com meus remedíneos! 👌

Como eu disse aqui, estávamos viajando desde quinta, dia 6 de abril.
Quinta: 21h saímos de Morrinhos - GO e chegamos pouco depois das 22h.
Sexta: Pegamos a estrada por volta de 8h e chegamos a Bragança Paulista lá pelas 18h.
Sábado: Fomos almoçar em Atibaia - SP.
Domingo: Às 10h pegamos a estrada para almoçar com a Sol, noiva do meu pai, em Idaiatuba - SP. Chegamos em casa no fim da tarde.
*Neste dia senti-me mal. Com fadiga e tremores.
Segunda: Acordei às 3h e viajamos até o aeroporto. Nosso voo saiu às 8h. Chegamos em Bogotá às 13h. Fomos para Monserrate e pegamos o voo para Madri às 21h. Às 22h fiz a injeção dentro do avião mesmo.


*Durante o primeiro voo, senti-me muito cansada. Dores nas pernas e um sono para o qual não conseguia "me entregar"... eu não sei bem explicar isso. Então pedi ao Tiago para que procurasse outro assento e me deixasse deitar nas duas poltronas. A posição em que estava me deixava muito desconfortável e ansiosa. 
Terça: O desconforto e a ansiedade voltaram, mas o avião estava lotado; não havia outro assento vago para o Tiago sentar. A comissária não me deixou deitar no chão ou qualquer outro lugar... foi realmente péssimo! Por fim, coloquei as pernas em cima das pernas do Tiago, e consegui um sono leve e parcelado... Chegamos às 7h no horário de Brasília, o que dava 12h aqui. Confundimos estes horários e o falamos errado para o senhorio... 😌
Então tivemos que esperar por 3h, até que tivesse alguém em casa para nos receber.



Chegamos, tomamos um banho daqueles e dormimos um pouquinho!
Depois saímos para dar uma volta e conhecer as redondezas...


Como disse meu irmão: vc vai perceber que as casas dos pobres e dos ricos são todas iguais... 😃


Detalhe: 19:50h e olha o sol!












A vizinhança mais bonita que vc respeita! 





sexta-feira, 24 de março de 2017

Eu e a EM, meu médico e o anticoncepcional

Oi, gente!
Antes de começar o textão de hoje, vamos relembrar: AUTOMEDICAÇÃO É BURRICE!
Então vamos ao que interessa:

Em setembro de 2015, eu, Tiago e Nala fizemos uma viagem de três dias de Belém para Goiânia. Estava me mudando de volta para a minha cidade que tanto amo! 💗


Amanhecemos na estrada... O último dia de viagem nos deixou ansiosos! Então, levantamos cedo e botamos o pé na estrada bem antes do amanhecer. Deu até pra parar e tirar uma foto da família assim, em plena rodovia.

O Tiago não veio em definitivo naquela época. Ele viria de mudança só em março do ano seguinte. Aí eu pensei: adeus anticoncepcional! \o/

Vamos combinar que todo anticoncepcional é uma bomba de hormônios. E eu os uso, quase que interruptamente, há 12 anos! Então fiquei mó feliz.
No começo de 2016, eu cheguei a usá-lo uma vez (olha a bagunça!), porque o marido veio a passeio, mas aí... meu organismo virou uma bagunça!

O anticoncepcional que eu usava na época e que voltei a usar é o NUVARING.


Ele é um anel de silicone, que fica por 21 dias dentro da vagina liberando os hormônios. Escolhi usá-lo após 10 anos tomando os comprimidos de YAZ ou Yasmin, que acabaram por me dar dor no estômago e enjoo.
Ele não incomoda nadinha. Tanto que é necessário marcar na agenda ou calendário os dias de tirar e de colocar outro.

Voltando à confusão do meu organismo... depois que menstruei após o único Nuvaring que usei em 2016, tive a crise da EM. E aí, colegas... remédio atrás de remédio, sistema imunológico bagunçado, psicológico também... não há menstruação que dê o ar da graça!

Em novembro de 2016, já sem a crise, fui ao meu ginecologista. Contei toda a minha história e terminei com: e aí que estou esperando minha menstruação voltar a descer para voltar a usar o remédio. 
E ele, na maior calma que lhe é característica: pois ainda bem que vc não voltou a usar, porque existe algumas relações não muito boas da EM e do Interferon (remédio da injeção) com o anticoncepcional.
E eu: 😲😲😲😲

Ele não me deu uma explicação certinha, ou fui eu que não entendi. Mas lembro que uma das coisas que ele falou é que, como anticoncepcional traz o risco da hemorragia, se eu tiver uma hemorragia no cérebro, pode me afetar muito.

Beleza! Fui pra casa chupando essa manga... 

Mas gente, não dá... não só por ser um contraceptivo, mas também pelo meu histórico de SOP (Síndrome do Ovário Policístico). As cólicas são brutais, as dores nas pernas, de cabeça, de estômago são fortes! E meu fluxo??? Basta dizer que já cheguei à situação de usar um pacotinho de absorvente em menos de 24h! 👌

Pois bem, eu não me dei por satisfeita!
Pesquisei na internet e achei coisas como: 
"Mulheres com EM são mais propensas a terem usado contraceptivos orais nos 3 anos anteriores ao diagnóstico do que as mulheres que não tiveram EM."
ou
"Obesidade e anticoncepcionais aumentam o risco de EM."
ou
"Pílula anticoncepcional pode causar lesões visuais."

Uai, coisas que eu já sabia. E também, não achei nada relacionado às coisas que o meu médico disse.
Pesquisei mais. Vi nos blogs de outras esclerosadas, que elas usam tais remédios, o que atenuava os sintomas da TPM. Também conversei com a Maria Thereza do Tratamento Alternativo e fui tomando minha decisão. Eu já usava anticoncepcional há mais de 10 anos, se fosse para ter uma hemorragia, já teria acontecido. E a falta do remédio me fazia passar mal, ter alterações no humor... isso, certamente, altera o sistema imunológico. O que nunca é bom.

Então, há exatos dois meses (24 de janeiro) voltei ao médico e conversei sobre meus sintomas, minhas pesquisas e minha decisão. Ele disse que o que eu pesquisei estava certo, que realmente o risco da hemorragia seria menor, MAS... mas, existem estudos bem recentes sobre essa relação entre o anticoncepcional e a EM. No entanto, como eu não estava me sentindo confortável, iríamos fazer um teste. Para isso, marcamos um retorno hoje. Fiz exames de sangue, exame clinico nos seios, exame clinico no fígado, aferi a pressão... E só digo o seguinte: passei no teste! \o/

E agora, sou um esclerosadinha anticoncepcionada e quase mega feliz.
Bom mesmo, seria se eu não usasse esses hormônios... mas não se pode ter tudo, não é mesmo?
😃