segunda-feira, 29 de maio de 2017

Amsterdã, uma viagem bacanuda

Oi, gente!

Estava na dúvida se eu deveria fazer algum post dando dicas sobre nossas viagens aqui pela Europa. Mas nossos dias na Holanda foram tão legais que eu resolvi compartilhar as experiências que tivemos.

A capital, Amsterdã, é o máximo! Mas não aproveitamos da melhor forma por falta de tempo e, principalmente, planejamento. Então, seguem algumas dicas:




  • Antes de ir faça um "pré-roteiro" e o revise diariamente, para reajustar o que preferir e para que não perca tempo. 
  • Se sua grana permitir compre os free cards, que são cartões com valores proporcionais ao tempo que poderá ser usado. Eles te ajudam a economizar tempo e dinheiro.

  • Por exemplo, compramos um cartão que custou 12,50 euros e, no período de 48h, pudemos andar de trem (tão ou mais comum que o ônibus) à vontade.

    Existem também os cartões com variados valores, para variados períodos, com os quais vc pode entrar em váááários museus, passear de barco pelo canal e muito mais! Este nós não compramos e eu só digo o seguinte: ainda bem que arrependimento não mata!




  • Todos os museus oferecem tickets online, mas precisa ser comprado com antecedência. Normalmente são mais baratos e evitam um tempão na fila.
  • Informe-se na internet sobre os locais que quer ir. 
  • Não deixem de Visitar


  • 🌷KEUKENHOF

    Este parque, situado ao sul da Holanda, é conhecido como O Jardim da Europa. É o maior jardim de flores do mundo!!! E adivinhem quais são suas flores "carro  chefe"?
    As minhas preferidas! 🌷
    Eu nem sabia da existência do parque. Mas o Tiago me fez uma surpresa maravilhosa!!! Foi difícil escolher as fotos para colocar aqui...


    Melhor surpresa ever!





















    Keukenhof está aberta anualmente desde a última semana de março até meados de maio. O melhor período para ver as tulipas é em meados de abril, dependendo do tempo. Para quem tiver interesse, este é o site do parque.


    🏠 CASA DA ANNE FRANK

    Localizada em Amsterdã, é um dos principais pontos turísticos da cidade. Então, se vc for esperto: compre pelo site, porque a compra também precisa ser um tanto antecipada. Mas é claro que vale enfrentar a fila, como fizemos. Até porque ela não demora tanto.

    Entre 2014 e 2015, eu li o diário dessa da menina Anne. E me apaixonei. Depois disso, fiquei meio obcecada por ela... até comprei mais alguns livros que abordavam sua vida.
    Não sei descrever a emoção que foi quando entrei no primeiro cômodo e li:

    "Um dia essa guerra horrível terá acabado. Chegará o tempo em que seremos pessoas novamente e não apenas judeus! Nós nunca seremos apenas holandeses, ou apenas ingleses, ou qualquer outra coisa, nós seremos sempre judeus também. Mas então, vamos querer ser."


    Essa foto foi aquele momento vergonhoso que o segurança disse: não pode tirar fotos!
    (Turistas que não prestam atenção às placas! 😖)

    Mesmo para quem não conhece a história: vale à pena! O Tiago não conhecia, não queria entrar e no final: adorou!
    Aqui está o site.


    🌻 MUSEU DE VAN GOGH

    Também localizado em Amsterdã, na Museumplein (a praça dos museus), o museu de do pintor Vicent van Gogh contém a maior coleção de pinturas de Vincent van Gogh no mundo, com mais de 200 pinturas de Van Gogh e muitos desenhos e cartas.
    Sem contar a lojinha de souvenir! 😍
    E vale a visita até mesmo para quem não é fã de obras de artes e/ou não conhece sua história.
    O site

    Na entrada



    "Foto Oficial!


    ⛫ ZAANSCHE MOLEN

    Zaanse Schans é uma pequena aldeia nas margens do rio Zaan, com verdadeiros moinhos de vento que ainda estão em atividade. A paisagem é complementada com casas verdes super bonitinhas e vários pequenos museus típicos. A aldeia nos dá uma imagem do que deve ter sido à sua época (séculos XVII e XVIII).







    Bom, e sobre os demais lugares conhecidos?
    Fomos em alguns. Mas eu gostei mais desses aí de cima e dos passeios "no interior".

    Falando em interior, como ficar em Amsterdã era bem mais caro, ficamos numa cidade chamada Haarlem. Encontramos essa família perfeita: Trinidad (mãe), Victória e Elena (filhas) e Bruno (um labrador lindo e carinhoso de viver!). Uma casa tão "cosi" (uma palavra que significa algo como aconchegante), uma varandinha romântica conectada a um parque verdiiiinho e com um rio... nem sei descrever tanta beleza! E a família? Fizemos uma amizade imediata, começando pelo fato delas nos buscarem no aeroporto pelo "preço do amor", passamos algumas noites conversando, dividimos refeições, sobremesas típicas e no final, Trinidad me deu uma caneca de sua própria coleção (já me explico) e uma caixa de chocolates belga. É AMÔ OU NUM É? 

    Sobre as canecas: eu já faço coleção de canecas há alguns tantos anos. Mas quando eu cheguei à casa das meninas... TRINIDADE TEM UMA COLEÇÃO DE CANECAS DE PAÍSES E CAPITAIS, UMA LINHA DA STARBUCKS! Claro que foi a primeira coisa que vi quando cheguei por lá. E fiquei encantadíssima!
    Trinidade é de Boracay, Filipinas. E saca só a caneca que ela me deu:


    💙

    Depois de tanta gentileza e afinidade, combinamos de enviá-la a caneca de São Paulo, quando chegarmos ao Brasil..

    E é isso: não bastasse conhecer tantos lugares bacanudos, eu ainda conheço gentes bacanudas! 💞




    domingo, 14 de maio de 2017

    Yemanjá para o Dia das Mães

    Oi, gente!

    Eu me envergonho em dizer, mas esqueci nosso estudo!!! 😟
    Desculpem-me!

    Bom, mas o legal é que hoje, dia que eu lembrei, é dia das mães aí no Brasil (aqui é no primeiro domingo que maio) e teremos o estudo sobre nossa Mãe Yemanjá. Não é significativo e lindo? 💓

    E, claro!, antes de passar para o texto do Téo, seguem os tópicos iniciais:

    • De modo geral, na Umbanda, e especialmente no Cabocla Jurema, não acreditamos que os Orixás sejam deuses, tal como ocorre no Candomblé. Portanto, não os cultuamos de tal forma. Acreditamos que eles são representantes dessas energias/vibrações divinas e se expressam através das mesmas. 
    • Muito gentilmente, o Téo disponibilizou seu email para possíveis dúvidas: teofiloneves@gmail.com. Desta forma, gostaria de pedir a quem fizer uso desta ferramenta que tenha bom senso. Afinal, este também é seu email profissional. De preferência, identifiquem o email em "assunto".
    • Segue abaixo um "mapa" dos 7 Chákras principais e os Orixás correspondentes. Lembrando que a cor na imagem não representa a cor do chákra, mas sim a cor do orixá representante.

    LEMBRANDO QUE:

    • Aqui não há espaço para intolerância. Vc pode (e deve!) discordar. Porém, como este não é um espaço para debate, guardemos isto para um espaço conveniente.
    • Perguntas são muito bem vindas (que responderei à medida do que eu conseguir).
    • As práticas e percepções da Umbanda podem variar entre os diferentes terreiros.
    • Os textos aqui divulgados são de autoria de Teófilo Alves Neves que, indubitavelmente é inspirado pela Espiritualidade Amiga e serão transcritos na íntegra como me foram passados.
    • Os textos que serão publicados com este tema não têm o menor objetivo de "converter fiéis". Não acreditamos neste tipo de fé, mas sim em uma fé baseada na razão. O objetivo é divulgar uma Doutrina belíssima, que é baseada na paz, no amor e na caridade, mas que ainda é pouco conhecida e que, infelizmente, sofre com pré-conceitos. 
    • Por não serem textos apenas para os crentes nessa Dourina, é uma fonte interessante para aqueles que querem apenas matar a curiosidade.

    YEMANJÁ




    “Quanto nome tem a Rainha do Mar?
    Dandalunda, Janaína, Marabô, Princesa de Aiocá,
    Inaê, Sereia, Mucunã, Maria, Dona Iemanjá”
    (Iemanjá Rainha do Mar . Comp. Pedro Amorim /
    Sophia De Mello Breyner)


    Comecemos o estudo desse Orixá pelo primeiro trecho desta música cantada por Maria Bethânia, uma das principais interpretes brasileiras, por exprimir bem as muitas conexões que popularmente se tem da Mãe D’Água. Na canção os nomes que lhe fazem referência são diversos exatamente pela enorme popularidade do culto em várias formas religiosas da cultura brasileira, mas que têm um motivo central que uni todas essas acepções de Yemanjá: o Amor.

    Os mitos de origem yorubanos colocam-na muitas vezes como um orishá inicial. Está entre àqueles que foram os primeiros a serem criados por Olorum (Deus), sendo ela responsável pelo manejo das forças virginais da água que fez surgir todo mundo de matéria no qual vivemos. O que não surgiu pela intervenção direta de Yemanjá o foi pela ação de outros orishás, que em sua grande maioria, na mitologia, são seus filhos, tendo como pai o orishá Oshalá. Isto coloca-a como a grande mãe do mundo, ante um panteão tão recheado de orishás em que cada um apresenta um perfil de defeitos e virtudes que os colocam sempre em conflito, ela é a única que tem o respeito de todos. O candomblé, por isso, a tem como um ícone de união e de proteção à família. 

    Maternal, protetora da família e mãe de todos são características reverenciadas em Maria de Nazaré, mãe de Jesus. No processo do sincretismo histórico os negros e os missionários cristãos fundiram as duas figuras a tal ponto que muitos terreiros de Candomblé e Umbanda não as distinguem em seus cultos rituais. Algo muito similar ao que acontece com Oxalá(Orixalá) e Jesus. Ambas, também, apresentam um papel de intercessora dos que sofrem. Por exemplo, conta-se uma lenda que o orishá Omolu, quando nasceu, sua mãe, Nanã Buruque, percebendo-o muito doente e cheio de feridas e prestes a morrer, deixa-o na praia para morrer com o subir da maré. Yemanjá, ao perceber do que se tratava intervém salvando-o e cuidando de suas feridas; passando a criá-lo como seu filho.

    Outro mito diz que, apesar de não ser a orishá que cuida da gestação, é a que está vinculada ao parto, sendo quem pega o bebê do ventre quando do nascimento, daí ser conhecida como a “Senhora da Cabeça”. É aqui que surgem mais vínculos com Maria de Nazaré, especificamente com a imagem de Nossa Senhora da Luz (ou da Candelária ou das Candeias), por estar atrelada a ideia de proteção ao parto. Por isso, em 2 de fevereiro, dia em louvor à referida Santa, ocorrem as maiores festas em reverência a Yemanjá.

    Fizemos, até aqui, diversas referências nas lendas yorubanas e no sincretismo para assentarmos que, sinteticamente, nos preceitos do Centro Espírita Cabocla Jurema, Yemanjá é o trono divino do afeto, da compaixão e da união. Sendo Deus o amor, Yemanjá é a força que nos toca para sentirmos o outro, o próximo. Não se trata de uma “deusa” ou de uma santa, mas de uma vibração de Zambi.

    É a vibração que promove a integração sentimental do indivíduo com a sua coletividade. É ela que impera quando estamos em comunhão com nossa família. É a energia divina que nos coloca voluntariamente à disposição em ajudar nos trabalhos de caridade. É nessa força que se funda as afinidades “inexplicáveis” entre pessoas que há pouco se conhecem, mas se compreendem, como nas ditas almas gêmeas.

    Muitos espíritos vinculados a essa linha original se dedicam ao socorro daqueles que, sedentos de carinho e desesperados pelos sofrimentos causados por seu karma constituído, necessitam do acolhimento e do olhar de atenção desmuniciado de julgamentos. Somente com o afago e o ouvir de suas lamúrias. Como sabiamente declarou nosso querido Preto Velhos Pai Benedito quando do celebrar de uma união em casamento: “Quem ama, filho, não julga!”.

    Outra conexão da síntese do orishá com sua atuação real na Umbanda é com as águas, sejam elas do mar ou dos rios. A água é o elemento natural de manejo mais concentrado de Yemanjá. Servem para refrescar o queimar dos sofrimentos, sejam eles de natureza mental ou bioetérica, mas também para higienizar. Da mesma maneira que o mar tem o poder de tragar todos os dejetos que descem pelos veios dos rios, a água, em sua contraparte astral, pode magnetizar uma infinidade de energias deletérias para que as mesmas sejam absorvidas pela terra após a decantação vibratória.

    Não se pode esquecer que para a ciência água é vida, inclusive, a mais aceita teoria da evolução biológica no planeta Terra indica que as primeiras formas de vida surgiram nos mares. Será mera coincidência a lenda da Orishá yorubana dizer-nos que a vida na matéria surge do mar, o Santuário Natural de Yemanjá? O estudo sintético do Centro Espírita Cabocla Jurema entende que não, pois somente o poder condensador das águas salgadas poderiam dar condições para o princípio do acoplamento bioetéricoespiritual (corpo físico + perispírito + espírito) no engendrar da vida.

    Na manifestação do terreiro, os guias espirituais que trabalham no trono de Yemanjá apresentam-se, em regra, de modo muito sutil, suave. Esbanjando gentileza, tranquilidade e inspirando a segurança de um lar. Tal energia é tão sublime que, em trabalhos comuns, tais entidades no processo da incorporação(psicofonia) mais intuem seus “cavalos” do que os dominam, mesmo em se tratando de médiuns inconscientes (mecânicos). Agora, quando a imantação e limpeza energética exige maior força, seu movimento é intenso e compassado como o quebrar das ondas.

    Yemanjá é, portanto, a manifestação do sentimento e a seu turno expressa-se através do chacra Cardíaco, vital para o movimento dos fluxos energéticos do corpo etérico e do corpo físico, por manifestar-se preponderantemente pelo coração e pulmões.

    Trata-se de um centro de equilíbrio dos demais chácras servindo como amenizador e condensador dos conflitos expressados por estes. Enquanto o chacra Laríngeo age como intermediário entre razão e emoção, que culminará na forma como nos expressamos com o mundo externo pela comunicação, o Cardíaco absorverá toda a carga emocional e racional formada pelo indivíduo, de modo a processar tudo em forma de sentimentos.

    Para não restar dúvidas quanto a diferença: pelo Laríngeo é como exteriorizamo-nos; o Cardíaco é como interiorizamos a todas as questões que nos acercam. Enquanto o primeiro é meio de expressão dos outros chacras superiores(coronário e cardíaco) e de todos os quatro inferiores(cardíaco, plexo, sacral e básico), o segundo é meio de impressão dos três superiores e dos três inferiores. Por um comunica-se, pelo outro emociona-se. Percebam que a ação, como sempre, é integrada!

    A título de exemplo, é o que ocorre com nossas memórias mais marcantes, sejam saudosas ou traumáticas, pois são fruto de fatos recheados das sensações do momento. Tais sensações são exatamente a condensação das energias mentais advindas dos demais chacras o que promove uma expansão de tal ordem neste centro de força que faz dele o de maior dimensão. Para se ter uma ideia, quando uma pessoa encarnada é vista em desdobramento no plano espiritual o vínculo com seu corpo físico, que é percebido pelo cordão de prata¹, tem seu ponto de maior nitidez na região do Cardíaco.


    Portanto, nada como estarmos envoltos de bons sentimentos, pois isto nos possibilita dar um tom mais brando aos problemas que nos cercam. Com o chacra Cardíaco equilibrado é possível amenizar emocionalmente o fluxo dos demais chacras. Isso é muito nítido na prática do atendimento do terreiro Cabocla Jurema, pois quando o consulente está em significativa desordem emocional, as entidades, em regra, direcionam os passes magnéticos para a região do Cardíaco. Nesse processo, mesmo os demais chacras estando em desequilíbrio, o cardíaco distribuirá para cada um a energia na medida da necessidade.

    Estamos diante de um chacra que quando imanado positivamente reflete em gratidão e generosidade, que são formas de movimentar o perdão e a união do seu Orixá regente. No entanto, quando desequilibrado promove o contrário, incitando egoísmo e ressentimento.

    Verde é a cor deste chacra quando em equilíbrio.

    Há quem prefira dizer que é a vibração do amor, no entanto, para buscarmos uma compreensão mais transparente desta força e deixarmos bem claro que todas as sete linhas de Umbanda nos direcionam para o Amor, fazemos questão de diferenciar os termos para evitar confusões terminológicas pela falta de melhor vocabulário.

    Dentro de uma concepção astrológica de Umbanda, Yemanjá se faz representada pela Lua, por ser este o astro que tem relação direta com o ritmo das marés e com nosso sentimento.

    A tradição do Centro Espírita Cabocla Jurema dedicou a Yemanjá a cor azul para suas velas e demais representações por causa do “azul das águas”.

    Uma pergunta específica pode não ter sido respondida: afinal, Maria de Nazaré é a Orixá Yemanjá? Não. Maria de Nazaré não é a Orixá original Yemanjá, mas é sim um dos espíritos que trabalham sob este trono e tem uma atuação imensurável no plano espiritual, responsável por uma legião de seareiros sob o nome de “Servos de Maria”, que prestam socorro, por exemplo, a espíritos suicidas. Deixemos claro que ser a genitora de Jesus não era missão para ser desempenhada por qualquer pessoa. Maria foi a eleita por já ter adquirido em existências anteriores bagagem moral afinada com a hierarquia crística, a inteligência dos Orixás, pois já alcançou a angelitude. Lembremos que a vibração das águas é original, por isso anterior até mesmo às primeiras formas de vida no planeta.

    Goiânia, 10 de fevereiro de 2017.

    (¹) Filamento energético de origem astral e física que se faz visível, para os espíritos e para alguns médins, em tons de cor prateada. É consequência da comunhão das energias oriundas das conexões entre o corpo físico e o corpo espiritual (perispírito) quando do separar dos dois corpos em processos de sono ou desdobramento. Portanto, é uma consequência e não um corpo em si, sendo possível somente em seres encarnados, visto que os desencarnados não mais possuem corpo físico. Não é possível rompê-lo, “cortá-lo” ou enrolá-lo, como muito temem! Só se desconecta com o fim da existência física (morte).

    quinta-feira, 4 de maio de 2017

    Madri, Mateus Ferreira e Belchior

    Olá!

    Vcs sabiam que a cidade de Madri é feita para as pessoas que vivem aqui! (rimou... rs)

    Desde que cheguei, percebi como os moradores da cidade são importantes.
    Isso, parece óbvio. Mas, se vc mora no Brasil, pense bem: o que sua cidade oferece pra vc?

    Não trata-se apenas de praças bonitas, mas de uma estrutura que facilita o dia a dia e também, pasmem!, o bem estar e o lazer das pessoas!
    E por que lazer é tão importante?
    Lazer é sanidade mental!!! 
    É sério. Um cidadão sem estresse produz muito mais! Um cidadão que sabe que o Estado lhe dá qualidade de vida, produz com prazer! Além disso, quase todas as atividades de lazer estão ligadas à cultura e ao conhecimento.

    Se vc acha que sua cidade te oferece lazer, pense novamente!
    Não é ser pessimista. Pelo contrário! E vou logo dizer porquê.
    Primeiro farei uma lista de coisas legais que existem aqui:

    • Existem uns carrinhos smart que ficam na rua. Qualquer um pode usar! Parece que é preciso baixar um aplicativo no celular, pagar uma pequena taxa e voilà!;
    • O mesmo para bicicletas. E tem pontos para pegar e devolver as bicicletas em toda parte;
    • Existem parques IMENSOS para a população frequentar. Com verdadeiras e imensas áreas verdes. E nestes parques têm: bibliotecas, museus, banheiros limpinhos, pontos para locar bicicletas, áreas exclusivas para idosos, crianças e cachorros, wi-fi...;
    • Falando em wi-fi, tem de graça em vários lugares!;
    • Livros e ingressos para teatro, ópera, cinema, shows,,, são acessíveis!
    Mas o que me incentivou a fazer esse post foi o seguinte:
    Em Madri existe a Oficina Municipal de Información y Orientación pala la Pobación Inmigrante.
    E o que é isso? De forma resumida, até porque não conheço bem, é um centro de ajuda para os estrangeiros. Como disse, conheço pouco, mas sei que oferecem orientação profissional e  curso de espanhol.
    Agora pasmem novamente: eles atendem até mesmo as pessoas que estão em situação ilegal. Isso não é legal?
    Tá... o que isso tem a ver comigo?


    Tandaaaaaammm! \o/

    Hoje fui até lá fazer minha matrícula. Eles abrem as inscrições na primeira quinta-feira de todos os meses. Tinha uma fila grande, mas não existe seleção. Todo mundo pode fazer! Desde que tenha vagas, eu acredito. Eles apenas conversam com vc para saber em qual nível entrará.

    Fui bem na minha "mini entrevista". A moça que me atendeu riu de mim e comigo, disse que me achou muito engraçada e falou para minha futura nova professora algo no sentido de que as aulas serão animadas comigo (me chamou disfarçadamente de palhaça? 😂)

    Agora vejam a parte otimista:
    Claro que fico muito chateada por pensar que no Brasil ainda estamos longe de termos governantes e cidadãos assim. Sim, porque os cidadãos daqui aproveitam bem e SEM ESTRAGAR tudo que lhes é oferecido e devolvem, cada um à sua maneira, tudo à cidade.
    Sim! Meu primeiro pensamento é "Nunca mais quero voltar pro Brasil!".
    Mas, além de minha vó me matar se eu não voltar, meu pensamento seguinte é: "Preciso voltar para o Brasil e mostrar como a vida pode ser diferente!".
    E isso me enche de esperança!

    Essa semana estive conversando com minha mãe. Ficamos muito tristes com as notícias lá no Brasil. E ela me disse: Filha, estou cansada... penso, inclusive, em sair do país. 
    Mas eu pensei: Se nós, que queremos mudança, que pensamos à frente, que queremos ir à luta... se as pessoas como nós forem todas embora do país, quem serão as pessoas que vão ficar Brasil?

    Claro, não só o Brasil! Mas este é meu país!

    A situação tenebrosa que aconteceu com Mateus Ferreira me deixou mais que revoltada. Deixou-me profundamente triste.
    Gostaria, inclusive, de deixar aqui minha homenagem a esse rapaz bonito. Sim, fisicamente. Eu não o conheço. Mas, segundo fotos e testemunhas, ele estava ali apenas protestando pelos NOSSOS direitos (o que é garantido pela Constituição Brasileira). E é TÃO triste ver comentários como "Não precisava do policial fazer isso, mas..." ou pior: "Bem feito!"; "Se estivesse estudando, isso não teria acontecido!"; "Olha a cara de comunista!".



    Fica aqui minha homenagem a este belo rapaz. Que a Espiritualidade esteja com vc e sua família! 💗


    E a outra notícia que me deixou triste foi o desencarne de Belchior. 


    O engraçado é que eu não sabia que gostava tanto de suas músicas. Na minha adolescência,  implicava quando  minha mãe o ouvia. Mas com a notícia, coloquei suas músicas no YouTube para para ouvir e: EU CONHEÇO TODAS! E chorei... chorei.

    Pra quem não conhece, aí vão as minhas preferidas:







    E a mais conhecida:


    Bom, e aí descobri uma coisa:
    Sabe aquela música famosérrima Como Nossos Pais "da Elis Regina"?
    Não é dela. É do Belchior!
    E esta é a versão dele. 💜

    E meu coração, que anda tão doído das dores do mundo, tão sensível e sedento de esperança, fez uma conexão. Vou deixá-los com uma imagem que diz por si.


    Precisamos mudar!
    Precisamos de amor. 💓








    sábado, 29 de abril de 2017

    Oxossi

    Estrela de hoje: Oxossi, o Caçador de Almas

    Como sempre, aí vão os tópicos preliminares!

    Antes de passarmos ao texto do Téo, gostaria de fazer alguns esclarecimentos:

    • De modo geral, na Umbanda, e especialmente no Cabocla Jurema, não acreditamos que os Orixás sejam deuses, tal como ocorre no Candomblé. Portanto, não os cultuamos de tal forma. Acreditamos que eles são representantes dessas energias/vibrações divinas e se expressam através das mesmas. 
    • Muito gentilmente, o Téo disponibilizou seu email para possíveis dúvidas: teofiloneves@gmail.com. Desta forma, gostaria de pedir a quem fizer uso desta ferramenta que tenha bom senso. Afinal, este também é seu email profissional. De preferência, identifiquem o email em "assunto".
    • Segue abaixo um "mapa" dos 7 Chákras principais e os Orixás correspondentes. Lembrando que a cor na imagem não representa a cor do chákra, mas sim a cor do orixá representante.

    LEMBRANDO QUE:

    • Aqui não há espaço para intolerância. Vc pode (e deve!) discordar. Porém, como este não é um espaço para debate, guardemos isto para um espaço conveniente.
    • Perguntas são muito bem vindas (que responderei à medida do que eu conseguir).
    • As práticas e percepções da Umbanda podem variar entre os diferentes terreiros.
    • Os textos aqui divulgados são de autoria de Teófilo Alves Neves que, indubitavelmente é inspirado pela Espiritualidade Amiga e serão transcritos na íntegra como me foram passados.
    • Os textos que serão publicados com este tema não têm o menor objetivo de "converter fiéis". Não acreditamos neste tipo de fé, mas sim em uma fé baseada na razão. O objetivo é divulgar uma Doutrina belíssima, que é baseada na paz, no amor e na caridade, mas que ainda é pouco conhecida e que, infelizmente, sofre com pré-conceitos. 
    • Por não serem textos apenas para os crentes nessa Dourina, é uma fonte interessante para aqueles que querem apenas matar a curiosidade

    OXOSSI








    Okê, Caboclo!!!

    É sob esse brado contundente que o terreiro Cabocla Jurema saúda, tradicionalmente, este Orixá dos mais cultuados do Brasil.

    O mito yorubano de Oshocê se aporta em terras brasileiras sob o manto de “O Caçador”, o Orishá que domina o que podemos chamar de fauna e possibilita a sorte e fartura na caçada. De caráter recluso e pensativo, se esconde em meio às matas donde manejava sua força e sua sabedoria, não sendo muito dado ao convívio com os demais orixás, pois a mata para Oshocê é local de energismo e reflexão, onde sua pujança e vitalidade precisam estar balanceadas para que a natureza esteja perfeita em seu eterno ciclo de “cadeia alimentar”. O alimento que o “Rei das Matas” concedia àqueles que adentravam respeitosamente o seu reino era uma dádiva. Já quem desrespeitasse suas leis de preservação não teria sorte na caçada (podendo tornar-se a caça) ou lá se perderiam em seus labirintos de árvores. Pelo risco era mais que necessária Sua proteção!

    Por outro lado, a voz de Oshocê na mata era a absoluta intervenção, sendo capaz de resgatar e guiar tanto os encarnados como os desencarnados perdidos em suas próprias trevas interiores de dor e arrependimento. Não por acaso a saudação mais comum nos cultos de origem africana é Okê Arô, que traduz-se como “respeito àquele que brada”. Ante a tão imensa floresta, verdadeiro santuário da vida que abundava-se nestas “Terras do Cruzeiro Divino”, foi automática a manutenção da crença no Brasil.

    Um dos mais eficientes meios da caçada em mata era o arco e flecha e nesse símbolo identifica-se este trono em diversas formas de representação religiosa, seja no candomblé seja na Umbanda. Inclusive, é este o elemento conectivo do sincretismo existente com o Catolicismo, pois é o fato de ter o corpo cravado de flechas que São Sebastião foi chamado pelos negros de Oshocê. E é aí que seu culto se torna um dos mais populares do Brasil, pois São Sebastião é padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, que por sua vez foi capital federal de 1621 a 1960, nada menos que 339 anos, cidade que é o berço mais maciço do surgimento da Umbanda, enquanto movimento religioso assim denominado, quando da apresentação do Caboclo das Sete Encruzilhadas em 1908(na cidade vizinha de Niterói).

    Na Umbanda, pelo vínculo a Oxossi ter relações com as matas, este Orixá foi assumindo formatações indígenas, distanciando popularmente do esteriótipo do Orishá yorubano e admitindo acepções dos espíritos ancestrais ameríndios, fato que justifica a denominação de “caboclos”, generalizada na Umbanda a todos espíritos que se portem de maneira ereta e voz firme, mas que especificamente se remete à Oxossi.

    Dentro do culto professado pelo Centro Espírita Cabocla Jurema, há muito que se pode aprender com as estórias contadas do Orishá Oshocê em sua origem yorubana, visto que em sua síntese é para nós a vibração do Conhecimento.

    O que é o conhecimento senão a busca por respostas. A edificação de nossa consciência. E o que é consciência se não o juízo que fazemos de nós enquanto indivíduo. E o que somos nós senão sentimentos e pensamentos.

    Oxossi se abriga na mata não porque gosta de estar recluso, mas porque “precisa”. Nós precisamos consultar a nossa consciência, acalmar nossos ânimos, refletir sobre nossos pensamentos mais íntimos antes de nos posicionarmos. Antes de “bradarmos na mata” é preciso saber onde estamos.

    A mesma mata que te esconde é a que oferece os riscos do caminho. A mata representa nossa selva interior. Nossos sentimentos e pensamentos todos juntos. Ela pode funcionar como um labirinto escuro de umidade sufocante ou como ar que limpa nossos pulmões e nos reenergiza. Oxossi é quem tem habilidades para andar nessas matas, pois “Caboclo não tem caminho para caminhar”. É na mata escura que Oxossi, com o seu brado empunha sua vibração e age como o “Caçador de Almas”, flechando-nos em nossas mazelas desequilibrantes.

    Os caboclos e caboclas dessa vibração atuam levantando a energia das matas de modo a nos impor a reflexão. Hora nos chamando à razão, hora nos amansando nossos ímpetos. E nesse fluxo de razão e emoção vai acertando cada uma de nossas mazelas mais infelizes, possibilitando divisarmos o conhecimento.

    A mata ou a floresta para Oxossi vai além dos diversos simbolismos que apresentamos acima, é a própria energia manifesta da vida. Traduz-se como o Santuário Natural de vitalidade desta vibração, de modo que concentra os quatro elementos básicos da magia: terra, água, ar e fogo. Cada seiva de árvore, cada aroma, cada néctar tem em si parte dessas forças vitalizadas pela vida primitiva que nela impera.

    Disto, o Centro Espírita Cabocla Jurema entende que esses conceitos colocam a vibração de Oxossi vinculada ao Chakra Laríngeo, o nosso centro energético de comunicação.

    Primeiramente, é importante lembrar que entendemos existirem sete chakras principais e esses se relacionam com as sete linhas originais de Umbanda. No estudo dos chakras temos que os quatro primeiros, chamados de inferiores (de baixo pra cima: básico, sacral, plexo e cardíaco), manipulam energias e pensamentos mais emocionais e vinculados com a materialidade animal humana e suas necessidades biológicas, como veremos nos capítulos seguintes. Já os três superiores (de baixo pra cima: laríngeo, frontal e coronário), sintonizam-se com nossas manifestações mais mentais ou espirituais. Nestas observações não queremos caracterizar a existência de chakras melhores ou piores e sim que cada um tem sua importância na densidade vibracional em que se sintonizam.

    Continuando, é função essencial do chakra laríngeo servir de intermediário entre nossas manifestações emocionais (dos quatro chakras inferiores) e racionais (dos outros dois chakras superiores), agindo de modo que nossa consciência se faça expressar. Age como o centro energético do “meio”, cabendo-lhe filtrar nosso impulsos, sejam racionais ou emocionais, sopesando em nossas atitudes. Com isso, temos que é o chacra da comunicação, pois é por ele que fluem nossa maneira de expressarmo-nos: seja escrita, verbal, gestual etc.

    Este chakra apresenta duas características muito marcantes de seu desequilíbrio. A primeira bloqueia nossa capacidade de expressar nosso sentimento, impedindo o fluxo de nosso comportamento mais emocional, caso em que há prevalência de vibrações mais mentais desequilibradas. Coloca-nos, assim, de maneira mais fria e distante das pessoas e situações que nos envolvem, agindo de forma mais ríspida e dura.

    A segunda, ao contrário, bloqueia nossas percepções mais racionais fazendo imperar em nós a agonia pela explosão de emoções que nos dominam, não sendo capazes de medirmos nossas paixões e a intensidade com que nos comportamos. Nossa língua vira uma verdadeira metralhadora de impropérios capaz de falar de “amor” ao mesmo tempo que incita o ódio mais mortífero.

    Em ambos os casos a sensação energética repassada pelo chakra aos órgãos que coordena no corpo físico é de sufocamento. Um porque fala indevidamente deixando uma carga desequilibrada acumular, o outro porque não fala, represando as emoções.

    A cor vibracional do chakra é o azul-claro ou turqueza quando em equilíbrio.

    Assim, a vibração original de Oxossi é a que nos guia à reflexão pelo conhecimento. Mais precisamente pelo autoconhecimento. Somente com uma consciência hígida somos capazes de sermos felizes ante a nossos defeitos. É a verdadeira acepção da máxima filosófica “conheça-te a ti mesmo”, tão asseverada pela doutrina espírita.

    Essa é a bandeira maior da Casa Cabocla Jurema, sendo o norte máximo pelo qual se processam todos os tratamentos manejados no terreiro. Sejam as palestras, os passes magnéticos, as consultas com a espiritualidade; sejam as desobsessões, os atendimentos fraterno ou de “cura”; todos os passos da Casa são regidos por essa máxima.

    E quem é cabocla Jurema? Cabocla Jurema é um espírito de altíssimo grau de evolução, a ponto de não ser possível sua manifestação direta pelos médiuns do terreiro, responsável pelos direcionamentos superiores da casa e que vibra na vibração original de Oxossi. Salientamos que, por ser um nome muito comum na Umbanda, referimo-nos especificamente ao espírito que rege nosso terreiro.

    Dentro de uma concepção astrológica de Umbanda Oxossi, se faz representado pelo planeta Mercúrio, exatamente por ser este um astro de muita vitalidade e por sua representação com o deus greco-romano da comunicação e do comércio.

    Na tradição do Centro Espírita Cabocla Jurema suas velas e cores representam-se pela cor verde, referência às matas e à necessidade de Conhecimento.

    Goiânia, 06 de fevereiro de 2017.









    domingo, 23 de abril de 2017

    Xangô

    Olá!
    Vamos à terceira parte do nosso estudo, que hoje traz o Orixá Xangô.

    Mais uma vez, antes de transcrever o texto do Téo, vou relembrar algumas coisas:


    • De modo geral, na Umbanda, e especialmente no Cabocla Jurema, não acreditamos que os Orixás sejam deuses, tal como ocorre no Candomblé. Portanto, não os cultuamos de tal forma. Acreditamos que eles são representantes dessas energias/vibrações divinas e se expressam através das mesmas. 
    • Muito gentilmente, o Téo disponibilizou seu email para possíveis dúvidas: teofiloneves@gmail.com. Desta forma, gostaria de pedir a quem fizer uso desta ferramenta que tenha bom senso. Afinal, este também é seu email profissional. De preferência, identifiquem o email em "assunto".
    • Segue abaixo um "mapa" dos 7 Chákras principais e os Orixás correspondentes. Lembrando que a cor na imagem não representa a cor do chákra, mas sim a cor do orixá representante.



    LEMBRANDO QUE:

    • Aqui não há espaço para intolerância. Vc pode (e deve!) discordar. Porém, como este não é um espaço para debate, guardemos isto para um espaço conveniente.
    • Perguntas são muito bem vindas (que responderei à medida do que eu conseguir).
    • As práticas e percepções da Umbanda podem variar entre os diferentes terreiros.
    • Os textos aqui divulgados são de autoria de Teófilo Alves Neves que, indubitavelmente é inspirado pela Espiritualidade Amiga e serão transcritos na íntegra como me foram passados.
    • Os textos que serão publicados com este tema não têm o menor objetivo de "converter fiéis". Não acreditamos neste tipo de fé, mas sim em uma fé baseada na razão. O objetivo é divulgar uma Doutrina belíssima, que é baseada na paz, no amor e na caridade, mas que ainda é pouco conhecida e que, infelizmente, sofre com pré-conceitos. 
    • Por não serem textos apenas para os crentes nessa Dourina, é uma fonte interessante para aqueles que querem apenas matar a curiosidade.


    XANGÔ




    Xangô, face a construção do mito que está por trás da sua efetiva atuação, encampa uma porção de símbolos que alcançam um binômio poderoso de significado: justiça e equilíbrio.

    O orishá Shangô tem, na mitologia yorubana, um contexto muito confuso, mas que podemos extrair alguns ensinamentos originais de muita utilidade. A mais corrente das estórias traz que Ele era um rei humano e que diante dos seus feitos tornou-se tão soberano que Olorum o elevou a Orishá. Sua contundência e liderança o manteve como Rei. Já como Orishá se assentou no reino natural na manifestação dos raios e nas pedreiras. Teve três Orishás como esposa, sendo conhecido por seu machado de dupla lâmina, sua vaidade, sua agressividade em fazer valer seu desejo e por seu elaborado poder de convencimento e articulação.

    No culto do Candomblé é tão respeitado e cultuado que alguns dizem ser o primeiro Orishá a chegar a terras brasileiras, algo que muito provavelmente se deu pela forte presença de negros escravos vindos da região da Nigéria onde era mais venerado. É uma das explicações que fundamenta o fato de muitos candomblés serem chamados de Xangô, denominação muito presente em Pernambuco e na Paraíba.

    Analisando a estória, percebemos que ela entrega uma porção de características que assemelham o arquétipo do Shangô yorubano àquelas que emanam da manifestação do chakra Frontal, que é reconhecido por ser o centro de nosso equilíbrio racional.

    O estudo do frontal nos explica que é nele onde se manifesta nossa crítica objetiva, atenta aos fatos e extremamente apegada à realidade. Ensejando positivamente o equilíbrio e ponderação, características exigíveis de um líder (Rei) para que seja capaz de controlar as diversas tendências apaixonadas, sejam suas ou de seu povo. Faz-nos amparar em fatos, entregando muita firmeza e convicção, mas acima de tudo, o equilíbrio é fruto da verdade que nos parece cristalina e que no momento certo será do acesso de todos. Por outro lado, quando irradiado negativamente nos faz prepotentes e vaidosos, absolutos em crermos que somos portadores de uma “verdade” que precisa se impor pela força.

    A seu turno, este centro de força é conhecido também como o “terceiro olho”, por ser onde se localiza a visão espiritual dos encarnados, a clarividência. Que nada mais é que uma expressão mediúnica na qual se permite ver parte da realidade do mundo espiritual. Tem sua cor de vibração o azul índico, exatamente por ser a cor de frequência imediatamente inferior à presente na manifestação do coronário.

    Vislumbramos até aqui que sinteticamente há elementos conectores que aproximam o Orishá yorubano do chakra frontal, colocando-nos parte da essência do verdadeiro arquétipo da vibração original a qual denominamos de Xangô, que nada mais é que a justiça, que tem por objetivo alcançar a verdade que para existir deverá ser equilibrada e coerente à percepção de cada um. Tal verdade, como parcela do amor divino, é rígida como a rocha, apresentando-se irresolúvel ante as intempéries. O equilíbrio é simbolizado pelo machado que tem corte para os dois lados, asseverando que a justiça cósmica toca a todos com o fim de rasgar nossas mentiras e meias verdades que criam máscaras a falsear o que somos negativamente.

    A justiça é qual o raio, certeiro e agudo no dissipar das farsas interiores, agente da providência divina. É o raio que acende o fogo que ilumina nossas mentes que só assim tem condições de divisar a nuvem de mentiras que estão à nossa frente. Sejam as que inventamos e passamos a acreditar, sejam as que nos contam e aceitamos por vaidade e prepotência.

    A vibração original de Xangô é que maneja os processos kármicos, fazendo valer a máxima cristã de que “o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória”. Pois a justiça excelsa não permite uma só ação sem a devida reação, nenhuma causa sem o respectivo e proporcional efeito. São os evoluídos espíritos, já alinhados a essa vibração, que dirigem os chamados Tribunais da Reecarnação.



    No enfoque astrológico, a vibração de Xangô se manifesta pelo planeta Júpiter. O maior do sistema solar e o que tem o maior número de satélites em seu redor, todos batizados com nomes de amantes, conquistas ou filhas do deus romano Júpiter (ou sua forma grega Zeus).

    O deus greco-romano era conhecido por possuir o controle do céu, o Olimpo, pelas inúmeras parceiras e por ser o senhor dos raios. Qualquer semelhança entre o mito do Xangô yorubano não é mera coincidência. As sete vibrações originais se fazem presentes das mais variadas formas e nas mais diversas civilizações da humanidade. A verdade divina foi passada há tempos mas deturpada pela mente frágil do ser humano.

    O arquétipo de Júpiter na astrologia se amolda tão diretamente a Xangô que não precisamos detalhar as conexões.

    Na prática do terreiro Cabocla Jurema, sua cor de representação é a marrom, na vibratória da Justiça, por representar imparcialidade e distanciamento racional necessário para a análise das questões kármicas no julgamento do mérito de “cada um segundo as suas obras”.

    Goiânia, 31 de outubro de 2016.

    sexta-feira, 21 de abril de 2017

    10 fatos sobre mim

    Resolvi entrar na brincadeira!

    Aqui vão 10 fatos sobre mim, sendo que um é mentira:


    1. Andei de viatura no dia do meu casamento, vestida de noiva e tudo!;
    2. Eu ganhei a Nala porque tive algumas crises de pânico noturno;
    3. Todos sabem o principal motivo de ter me mudado para Belém (mestrado), mas poucos sabem do outro motivo tão forte quanto: me mudei para "fugir" de um relacionamento abusivo;
    4. Eu aprendi nomes científicos de algumas espécies por causa de um ex-crush;
    5. O meu grande sonho é conhecer o Oriente;
    6. A-M-O meias e pijamas;
    7. O primeiro cachorro que resgatei foi no casamento da minha melhor amiga;
    8. Depois da EM, tenho dificuldades de olhar para os dois lados antes de atravessar a rua;
    9. Quando eu era criança, eu queria ser pediatra;
    10. Já pensei em me matar.

    É isso aí!
    Quem é que sabe?



    Olha a dica, aí! 😉

    Meu primeiro passeio sozinha

    Oi, gente!

    Nesta terça, dia 19, saí pela primeira vez sozinha em Madri. O Tiago começou a trabalhar no Museu e eu é que não vou ficar em casa, né?
    Então saímos juntos, cada um pegou seu rumo e lá fui eu! ✌

    Tenho que admitir que estava um pouquinho ansiosa, com aquele friozinho na barriga e isso me dá uma tremedeira... 😂
    É que com a EM, as emoções e sentimentos se manifestam um tantinho mais forte. E um dos principais sintomas é o tremor. Mas não foi nada de mais. Desci na estação (fui de metrô) e fui para a Biblioteca Nacional da Espanha.

    GEN-TE! Que lugar!!! 😍

    Para começar, olhem a arquitetura externa:





    Portão de entrada


    Fechada da entrada principal

    E para mim, que sou amante de livros, foi sensacional! Eu não consegui tirar muitas fotos porque esqueci de levar minha máquina, os livros expostos estavam dentro de caixas de vidro e muitas vezes acima da minha cabeça... Então eu não alcançava. Rs
    Bom, vamos às fotos!

    Livros escritos em diferentes línguas:





    Os livros diferentões:





    As diferentes maneiras de passar uma mensagem:





    Os especiais:


    Diário de Leonardo Da Vinci, que escrevia ao contrário, da direita para a esquerda. Um das especulações é que ele fazia isso para evitar cópias.


    Papiro


    Livro em Braile e a primeira máquina que escrevia em Braile


    Essas foram algumas fotos das coisas legais que vi. Tinham outras coisas que não eram exatamente livros, mas isso foi o que mais me encantou.

    Também fiz uma visita guiada pela biblioteca. E além da história e da beleza do lugar, uma coisa que me deixou muito empolgada, foi ter entendido quase tudo que a guia nos falou (em espanhol)!

    E no final dessa visita, um cara percebeu que eu era brasileira. E adivinha? Ele também é. E fomos dar um passeio pela cidade. Foi bem legal!

    Andamos muito!! O que me deixou um pouco cansada. Assim, acabei desenvolvendo uma "técnica": passo um dia fora, com muitos passeios e visitas, e um dia em casa, com repouso, livros, blog e Netflix.

    Fomos ao Parque Del Retiro. Eu já tinha ido, mas não resisto à essa beleza:



    E pra fechar este dia com chave de ouros, quando estava procurando uma estação de metrô para voltar para casa, passei em frente a uma beleza arquitetônica! É muito engraçado... vc está lá, no meio da cidade, aquele tanto de coisa moderna e do nada: páh!


    Puerta de Alcala

    Então, foi isso...
    Vim com tudo, Madri. Me aguente!